(Postado no Facebook)
No meu
entender – e parafraseando a Wikipédia – existem dois conceitos de política:
um se refere à ideologia e às atividades dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos
com seu voto ou com sua militância;
o outro se denomina a arte ou ciência de planejar,
organizar, dirigir e controlar os negócios do Estado.
Minhas
atividades políticas se referem, exclusivamente, ao segundo conceito, ou seja,
eu me preocupo com a administração do Estado.
Infelizmente,
as pessoas misturam minhas ações entre os dois
conceitos! Não me interessa saber que partido se encontra no poder e quem está
administrando o município (primeiro conceito). O que me interessa saber é como
o município está sendo planejado, organizado, dirigido e controlado (segundo conceito).
Infelizmente,
a maneira distorcida como o primeiro conceito se consubstancia em nosso país (disputas
partidárias sob as mais variadas formas!), leva os cidadãos a se omitirem com
relação ao segundo conceito. Ou seja, os cidadãos se afastam da administração
dos negócios públicos, em que pesem as leis serem suprapartidárias, isto é, as leis se
aplicam a todos os partidos, como, por exemplo, o Estatuto da Cidade, a Lei de
Responsabilidade Fiscal e a Lei de Acesso à Informação.
Como se observa, existem dois caminhos para o católico seguir as orientações do Papa Francisco. Certamente,
ambos atendem a outra importante observação do Papa:
Temos de nos meter na política, porque a política é uma das formas mais altas de caridade, porque busca o bem comum!
Qual a forma mais alta de caridade? Contribuir mensalmente com R$ 10,00 para uma entidade filantrópica ou participar de uma Audiência Pública que vai debater um orçamento de R$ 300 milhões. Ou, ainda, as obras do Rio Muriaé?
Desde maio de 2006, tento fazer essa forma de caridade que já está me saindo caro, não somente sob o aspecto emocional, mas também sob o aspecto financeiro! Às vezes penso que estou fazendo essa forma de política, não por caridade, mas por temer consequências após a morte, se formos realmente cobrados (por nossa consciência?) de acordo com nossos talentos e capacidade (Parábola dos Talentos -Mateus 25,14)!