06/11/2014

O PAPA E A POLÍTICA

(Postado no Facebook)

No meu entender – e parafraseando a Wikipédia – existem dois conceitos de política:
um se refere à ideologia e às atividades dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos com seu voto ou com sua militância;
o outro se denomina a arte ou ciência de planejar, organizar, dirigir e controlar os negócios do Estado.

Minhas atividades políticas se referem, exclusivamente, ao segundo conceito, ou seja, eu me preocupo com a administração do Estado.

Infelizmente, as pessoas misturam minhas ações entre os dois conceitos! Não me interessa saber que partido se encontra no poder e quem está administrando o município (primeiro conceito). O que me interessa saber é como o município está sendo planejado, organizado, dirigido e controlado (segundo conceito).

Infelizmente, a maneira distorcida como o primeiro conceito se consubstancia em nosso país (disputas partidárias sob as mais variadas formas!), leva os cidadãos a se omitirem com relação ao segundo conceito. Ou seja, os cidadãos se afastam da administração dos negócios públicos, em que pesem as leis serem suprapartidárias, isto é, as leis se aplicam a todos os partidos, como, por exemplo, o Estatuto da Cidade, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Acesso à Informação.

Como se observa, existem dois caminhos para o católico seguir as orientações do Papa Francisco. Certamente, ambos atendem a outra importante observação do Papa:
Temos de nos meter na política, porque a política é uma das formas mais altas de caridade, porque busca o bem comum!
Qual a forma mais alta de caridade? Contribuir mensalmente com R$ 10,00 para uma entidade filantrópica ou participar de uma Audiência Pública que vai debater um orçamento de R$ 300 milhões. Ou, ainda, as obras do Rio Muriaé?

Desde maio de 2006, tento fazer essa forma de caridade que já está me saindo caro, não somente sob o aspecto emocional, mas também sob o aspecto financeiro! Às vezes penso que estou fazendo essa forma de política, não por caridade, mas por temer consequências após a morte, se formos realmente cobrados (por nossa consciência?) de acordo com nossos talentos e capacidade (Parábola dos Talentos -Mateus 25,14)!