06/11/2014

FILOSOFIA DE ESTACIONAMENTO

(Postado no Facebook)

Ao sair do estacionamento em Juiz de Fora (eu, como sempre, no banco do carona!), pensei:
“Se essas motos estivessem mais próximas da saída, íamos ter problema”.

Como o estacionamento é pago (R$ 1,25 a cada 15 minutos), continuei pensando:
“Mas o encarregado do estacionamento providenciaria a retirada da (s) moto (s)”.

Prossegui "viajando na maionese", enquanto a Lena dirigia:
“Ter dinheiro tem suas vantagens; mas dinheiro não resolve tudo, especialmente os problemas mais graves; como quem tem dinheiro resolve os problemas menores (como esse do estacionamento), a pessoa não aprende a aceitar ou resolver problemas; assim, ela somente vai encarar um problema, quando se tratar de um problema “cabeludo”, como um divórcio ou a morte de um parente querido”.

Agora escrevendo isso, vejo que existe algum fundamento no meu raciocínio, pois recordei de uma mãe que perdeu 4 (quatro) filhos e ainda administra sua vida melhor do que outras cujos problemas (apesar de graves!) são muito menores dos que os dela.

A diferença é que ela sempre lutou com grandes dificuldades; assim, ela aprendeu -- de uma maneira progressiva e não de supetão, não em teoria, mas sim, na própria pele -- a administrar as “porradas” que vida nos dá.
Isso me preocupou muito – por isso estou fazendo este registro --, porque hoje os pais lutam com unhas e dentes para não deixar seus filhos sofrerem. Será que é a melhor alternativa?

Li no livro Sidarta, de Herman Hesse, uma observação que o barqueiro fez para seu amigo, o Buda:
“Ainda que você morra dez vezes, não conseguirá evitar que seu filho sofra”!


Este texto saiu direto para o papel; não vou reler ou revisá-lo, pois o seu objetivo é tocar o coração e não a mente das pessoas!