(Postado no Facebook)
Ao
sair do estacionamento em Juiz de Fora (eu, como sempre, no banco do carona!),
pensei:
“Se
essas motos estivessem mais próximas da saída, íamos ter problema”.
Como
o estacionamento é pago (R$ 1,25 a cada 15 minutos), continuei pensando:
“Mas
o encarregado do estacionamento providenciaria a retirada da (s) moto (s)”.
Prossegui
"viajando na maionese", enquanto a Lena dirigia:
“Ter
dinheiro tem suas vantagens; mas dinheiro não resolve tudo, especialmente os
problemas mais graves; como quem tem dinheiro resolve os problemas menores
(como esse do estacionamento), a pessoa não aprende a aceitar ou resolver
problemas; assim, ela somente vai encarar um problema, quando se tratar de um
problema “cabeludo”, como um divórcio ou a morte de um parente querido”.
Agora
escrevendo isso, vejo que existe algum fundamento no meu raciocínio, pois
recordei de uma mãe que perdeu 4 (quatro) filhos e ainda administra sua vida
melhor do que outras cujos problemas (apesar de graves!) são muito menores dos
que os dela.
A
diferença é que ela sempre lutou com grandes dificuldades; assim, ela aprendeu
-- de uma maneira progressiva e não de supetão, não em teoria, mas sim, na
própria pele -- a administrar as “porradas” que vida nos dá.
Isso
me preocupou muito – por isso estou fazendo este registro --, porque hoje os
pais lutam com unhas e dentes para não deixar seus filhos sofrerem. Será que é
a melhor alternativa?
Li
no livro Sidarta, de Herman Hesse, uma observação que o barqueiro fez para seu
amigo, o Buda:
“Ainda
que você morra dez vezes, não conseguirá evitar que seu filho sofra”!
Este
texto saiu direto para o papel; não vou reler ou revisá-lo, pois o seu objetivo
é tocar o coração e não a mente das pessoas!