02/11/2014

O PREÇO DA VITÓRIA

(Postado no Facebook)

Votei no Aécio, mas torcia pela vitória da Dilma, porque, se o Aécio ganhasse, ele não iria conseguir “planorealizar” (neologismo derivado de Plano Real) novamente o Brasil em apenas 4 anos.

Como as medidas implementadas seriam impopulares, surgiria no eleitor a sensação de que com a presidente Dilma as coisas continuariam melhores e, assim sendo, o PT retornaria facilmente ao poder em 2019.

Mas agora a coisa vai se inverter, pois qualquer das alternativas descritas no artigo não vai agradar aos eleitores. Desse modo, em 2018 (se aguentarmos até lá!), a “alternância de poder” vai acontecer com o apoio maciço da população.  

Nesse período, se o brasileiro quiser fazer alguma coisa pelo Brasil -- considerando que não podemos fazer nada com relação ao Governo Federal – sugiro, como tenho feito há quase uma década, que comecemos a agir nas cidades, iniciando por elaborar, revisar, executar e fiscalizar o Plano Diretor, conforme determina a Lei nº 10.257/01 (Estatuto da Cidade).

Sinceramente -- sem qualquer natureza política ou religiosa -- eu tentei fazer algo nesse sentido através da AAMUR. Mas eu e a AAMUR fomos processados e condenados, e “tudo continuou como antes no feudo dos Abrantes”!

Agora somente me resta ajustar o meu “plano diretor” particular, a fim de que eu e meus familiares soframos o menos possível, em que pese a tristeza que me abate quando, por exemplo, caminho ao lado do Rio Muriaé que, agonizando, grita por socorro!

Nem rezar eu posso, pois não acredito que Deus tem algo a ver com tudo de ruim que vem acontecendo no mundo: “Quem pariu Mateus que o embale”! Procuro, entretanto, acreditar nas palavras de Osho, ou seja, enquanto crianças estiverem nascendom é sinal de que Deus ainda não perdeu a esperança na humanidade.

Hoje é o Dia dos Mortos. O que o velho Frontino estará pensando de tudo isso? Provavelmente, deve estar dizendo o que sempre me disse quando eu era criança: “Você deve dançar conforme a música”! Mas hoje, agora, eu lhe perguntaria: “Como dançar conforme a música, se você me ensinou a ser ético e honesto o tempo todo”? Saudades, pai, me aguarde!

O presente comentário se refere ao artigo publicado em:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/193600-o-preco-da-vitoria.shtml