(Postado no Facebook)
Votei
no Aécio, mas torcia pela vitória da Dilma, porque, se o Aécio ganhasse, ele não
iria conseguir “planorealizar” (neologismo derivado de Plano Real) novamente o
Brasil em apenas 4 anos.
Como as
medidas implementadas seriam impopulares, surgiria no eleitor a sensação de que
com a presidente Dilma as coisas continuariam melhores e, assim sendo, o PT
retornaria facilmente ao poder em 2019.
Mas agora
a coisa vai se inverter, pois qualquer das alternativas descritas no artigo não
vai agradar aos eleitores. Desse modo, em 2018 (se aguentarmos até lá!), a “alternância
de poder” vai acontecer com o apoio maciço da população.
Nesse
período, se o brasileiro quiser fazer alguma coisa pelo Brasil -- considerando
que não podemos fazer nada com relação ao Governo Federal – sugiro, como tenho
feito há quase uma década, que comecemos a agir nas cidades, iniciando por
elaborar, revisar, executar e fiscalizar o Plano Diretor, conforme determina a
Lei nº 10.257/01 (Estatuto da Cidade).
Sinceramente
-- sem qualquer natureza política ou religiosa -- eu tentei fazer algo nesse
sentido através da AAMUR. Mas eu e a AAMUR fomos processados e condenados, e “tudo
continuou como antes no feudo dos Abrantes”!
Agora
somente me resta ajustar o meu “plano diretor” particular, a fim de que eu e
meus familiares soframos o menos possível, em que pese a tristeza que me abate
quando, por exemplo, caminho ao lado do Rio Muriaé que, agonizando, grita por
socorro!
Nem
rezar eu posso, pois não acredito que Deus tem algo a ver com tudo de ruim que
vem acontecendo no mundo: “Quem pariu Mateus que o embale”! Procuro,
entretanto, acreditar nas palavras de Osho, ou seja, enquanto crianças estiverem
nascendom é sinal de que Deus ainda não perdeu a esperança na humanidade.
Hoje é
o Dia dos Mortos. O que o velho Frontino estará pensando de tudo isso?
Provavelmente, deve estar dizendo o que sempre me disse quando eu era criança: “Você
deve dançar conforme a música”! Mas hoje, agora, eu lhe perguntaria: “Como
dançar conforme a música, se você me ensinou a ser ético e honesto o tempo todo”?
Saudades, pai, me aguarde!
O presente comentário se refere ao artigo publicado em:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/193600-o-preco-da-vitoria.shtml