Blog do ANACLETO
Desperte, você que está dormindo. Levante-se dentre os mortos, e Cristo o iluminará. EFÉSIOS 5,14.
03/10/2026
NÃO EXISTE OUTRA SOLUÇÃO
07/07/2026
COPA 2026: A LIÇÃO DE HAALAND
Ao assistir ao vídeo, temos a impressão de
que Haaland estava pensando: “Já que não estou fazendo nada, vou ali fazer um gol”!
Nada disso! Haaland estava usando a cabeça
como ele próprio mostra para a torcida no vídeo abaixo:
https://www.facebook.com/share/r/1PZVjgAg5F/
Haaland não estava jogando no piloto automático como estavam jogando os demais 21 jogadores. Ou seja, Haaland não estava “dormindo” (como São Paulo disse em Efésios 15,4) e, muito menos, “morto” (como escreveu Jesus em Mateus 8,22).
Mas este texto não é sobre futebol.
Como você está vivendo sua vida?
Correndo em campo no piloto automático e
repetindo “jogadas ensaiadas”? Ou está vivendo consciente como estava Haaland?
No futebol assim como na vida, jogadas
ensaiadas podem funcionar — porém, como disse Garrincha, “é preciso combinar
com os russos”! Entretanto, tanto no futebol como na vida é impossível “combinar
com os russos”.
A única coisa certa na vida é a mudança. A
vida é um fluxo.
Quando você reage à vida ou às circunstâncias
da vida, no piloto automático, usando os aplicativos ultrapassados que estão
instalados em sua mente (inclusive alguns que lhe foram transmitidos pelos
pais, professores, sacerdotes ou amigos), certamente não obterá os melhores
resultados.
Por exemplo, no que se refere à
espiritualidade, se eu tivesse seguido a orientação do meu pai, eu estaria, até
hoje, acreditando no Deus de características humanas, ciumento e vingativo, que
premia e castiga, do Antigo Testamento. Estaria agindo com base na teoria do “olho
por olho” que é totalmente contrária aos ensinamentos de Jesus: “dar a outra
face”, “perdoar setenta vezes sete” e “fazer ao outro aquilo que gostaria que o
outro lhe fizesse”. A propósito, “fazer ao outro aquilo que eu gostaria que o
outro me fizesse” é uma excelente dica para salvar casamentos e outras
relações!
Mas, cuidado, o ego não gosta que você se
comporte como Jesus recomendou — mas isso é outro tema.
Você leu este texto no piloto automático?
Você lê a Bíblia ou recita orações no piloto
automático?
Será que eu escrevi este texto no piloto automático?
12/06/2026
A DIOCESE DE LEOPOLDINA E OS PREFEITOS
DIOCESE DE LEOPOLDINA REÚNE PREFEITOS DE 34
MUNICÍPIOS EM EVENTO QUE TEVE COMO TEMA “ALIANÇA PELO CUIDADO”
FONTE: Silvanalves
Existe somente uma solução sustentável para os problemas das
cidades: administrá-las conforme determina a Lei nº 10.257/2001, denominada
Estatuto da Cidade. Ou seja, administrá-las com base num PLANO DIRETOR
MUNICIPAL – PDM que PRIORIZE AS CLASSES MARGINALIZADAS e seja elaborado, executado
e fiscalizado com ampla PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO e de associações
representativas dos vários segmentos da comunidade.
O Estatuto é uma lei que foi discutida no Congresso
Nacional, por especialistas, durante 10 (dez) anos!
Administrar as cidades conforme determina o
Estatuto é um tremendo desafio, pois se trata de uma mudança comportamental não
somente de dirigentes, mas, principalmente, de toda população.
A Constituição Federal é taxativa:
Art. 182. A política de desenvolvimento urbano,
executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em
lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das FUNÇÕES SOCIAIS DA
CIDADE E GARANTIR O BEM- ESTAR DE SEUS HABITANTES.
§ 1º. O PLANO DIRETOR, aprovado pela Câmara
Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é o INSTRUMENTO
BÁSICO da política de desenvolvimento e de expansão urbana.
§ 2º A propriedade urbana cumpre sua FUNÇÃO SOCIAL quando
atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano
diretor.
INSTRUMENTO BÁSICO
É a base, a origem, o fundamento de todas as Leis
Orçamentárias: Plano Plurianual – PPA, Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e
Lei Orçamentária Anual – LOA.
FUNÇÃO SOCIAL
Falando de segurança, o ex-Vice-Presidente, General
Mourão, disse: “se nós não trabalharmos a questão social (…) tudo será enxugar
gelo”.
O ex-Secretário de Segurança do Rio de Janeiro,
José Mariano Beltrame, disse:
“As CAUSAS nunca são discutidas, e a polícia
trabalha com a consequência” (SINTOMAS).
“Nós agimos em uma cidade totalmente desorganizada,
sem limites, sem nenhum tipo de parâmetro de crescimento (...) numa verdadeira
ESCULHAMBAÇÃO URBANÍSTICA como é o Rio de Janeiro.
“Planejamento, organização, integração entre as
esferas de poderes e ENGAJAMENTO DAS COMUNIDADES também são pontos-chave na
luta por mais segurança urbana...”
“Quanto mais cidadania você dá pra pessoa, menos
polícia você precisa.”
“O capítulo sobre segurança na Constituição fala de
polícia do início ao fim, mas a polícia é parte da segurança, não a solução”.
“Segundo Daniel Rodrigues” (MPMG) — referindo-se ao
PLANO DIRETOR — “a falta de um planejamento urbano eficiente causa problemas
sociais, como violência, deficiência na prestação de serviços de saúde e
educação, crescimento desordenado e agressões ao meio ambiente urbano.”
Os entendimentos dos Senhores Mourão, Beltrame e
Daniel se aplicam aos 5.570 municípios, e os problemas das cidades têm CAUSAS
multifacetadas e interligadas: problemas de emprego e renda, educação, saúde,
moradia, saneamento, meio ambiente, infraestrutura, trânsito, esporte, cultura
etc.
A primeira diretriz do Estatuto é: “garantia do
direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à
moradia, ao saneamento ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos
serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações”.
O QUE É O PLANO DIRETOR?
“O PLANO DIRETOR é uma exigência da Constituição
Federal, reafirmada pelo Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001). É uma LEI
MUNICIPAL aprovada pela Câmara de Vereadores e o PRINCIPAL INSTRUMENTO da
política urbana, que deve orientar as políticas e programas para o
desenvolvimento e o funcionamento da Cidade.
“O PLANO DIRETOR deve garantir habitação de
qualidade, saneamento ambiental, transporte e mobilidade, trânsito seguro,
hospitais e postos de saúde, escolas e equipamentos de lazer, para que TODOS
possam morar, trabalhar e viver com dignidade.
“O PLANO DIRETOR é parte do processo de
planejamento municipal, e deve ser o norteador dos Planos Plurianuais (PPA) de
investimentos dos governos locais, da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e
da Lei Orçamentária.
“O PLANO DIRETOR deve ser discutido com toda a
sociedade antes de sua transformação em lei.
“A participação de todos os cidadãos é fundamental
em todas as etapas de elaboração, implementação, monitoramento e fiscalização
do Plano Diretor.
“Prefeitura, Câmara de Vereadores, Poder
Judiciário, Ministério Público e cidadãos, cada um tem o seu papel para a
melhoria da realidade municipal.”
O livro “Estatuto da Cidade: guia para implementação pelos municípios e cidadãos” enfatiza que “a política de desenvolvimento urbano estabelecida pelo Município no Plano Diretor, que não tiver como prioridade atender as necessidades essenciais da POPULAÇÃO MARGINALIZADA E EXCLUÍDA DAS CIDADES, estará em pleno conflito com as normas constitucionais norteadoras da política urbana, com o sistema internacional de proteção dos direitos humanos, em especial com o princípio internacional do desenvolvimento sustentável.”
QUAIS SÃO OS MAIORES DESAFIOS?
O maior desafio — sem dúvida alguma — se refere à
PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO.
Está prevista na segunda diretriz do Estatuto: “GESTÃO
DEMOCRÁTICA POR MEIO DA PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO E DE ASSOCIAÇÕES
REPRESENTATIVAS DOS VÁRIOS SEGMENTOS DA COMUNIDADE na formulação, execução e
acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano”.
Colocaram na cabeça das pessoas que “religião e política
não se discutem”, e os cidadãos entendem que cidadania é somente pagar impostos
e votar nas eleições — nada de participar dos negócios públicos!
De acordo com o Ministério das Cidades “os
instrumentos contidos no Estatuto, não são suficientes, por si sós, para fazer
falar muitos cidadãos que, ao longo dos anos, introjetaram atitudes de
submissão, ou foram longa e duramente discriminados socialmente.”
No tocante à PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO, a sentença judicial que suspendeu a revisão do Plano Diretor de São Paulo destacou:
"Ocorre que a participação democrática na
gestão da Cidade, inscrita nos artigos 2º, II e 43 do Estatuto da Cidade requer
mais do que tão-somente a convocação da sociedade para os atos públicos que tem
a participação popular como pressuposto necessário.
“Bem pelo contrário, a gestão democrática impõe à
Municipalidade que, do início até o término dos trabalhos do plano diretor,
realize campanhas massivas de conscientização e convocação dos munícipes, não
só para audiências públicas, mas sim para promover a sua devida participação no
processo administrativo como um todo.
“Campanha não é convocação para audiência, mas sim
um trabalho de mobilização popular, que incuta nos cidadãos a vontade de
participar e o entendimento sobre a importância dos assuntos debatidos, tal
como dos reflexos que o anteprojeto terá na cidade.
“Mas não só. A campanha, de início, deve ser também
aprofundada o suficiente para permitir aos cidadãos o entendimento material das
ideias que a Municipalidade pretende ver presente no novo anteprojeto, o que
viabiliza, de antemão, que a comunidade formule críticas, sugestões ou
reclamações em relação às pretensões governamentais.
“Ainda mais, também é necessário clarear, já no
início, quais são os mecanismos programados para intervenção popular. É
fundamental que exista uma campanha capaz de informar os cidadãos sobre o local
em que podem encontrar representantes das comissões do projeto, como exercer o
direito de petição junto a Administração Pública, particularmente quanto a como
participar das comissões.”
“Não basta a existência da possibilidade, uma vez
que desta possibilidade só usufruem os já informados e interessados, ou seja,
aqueles mínimos indivíduos para os quais não era necessária qualquer campanha.
É necessário cativar e instruir, facilitar e promover o acesso de todos, e não
de poucos.”
FONTE:
AUDIÊNCIAS PÚBLICAS
As AUDIÊNCIAS PÚBLICAS previstas nos dispositivos
legais — principalmente no Estatuto da Cidade e na Lei de Responsabilidade
Fiscal (LC nº 101/2000) — nem sempre são realizadas (principalmente pelas
Câmaras Municipais) ou não são amplamente divulgadas, o que contraria o
princípio constitucional da publicidade e a Lei de Acesso à Informação (Lei nº
12.527/2011).
A Nota Técnica nº 01/2023-DICAMI/SECEX, do Tribunal
de Contas do Estado do Amazonas, “dispõe sobre roteiro para realização de
audiências públicas obrigatórias nos processos de elaboração, discussão e
aprovação das propostas de Lei, de Plano Plurianual, de Diretrizes
Orçamentárias e de Orçamento Anual.
SAIBA MAIS:
A IMPORTÂNCIA DOS CONSELHOS MUNICIPAIS
Conselhos Municipais são órgãos públicos independentes
(não são subordinados ao prefeito nem a secretários) que unem representantes do
poder público e da sociedade civil. “Eles têm o papel fundamental de formular,
debater e fiscalizar políticas públicas, além de gerir recursos e atuar como
canais diretos de controle social e transparência na gestão da cidade”.
Deveriam ser importantes parceiros do Poder Executivo,
infelizmente, os Conselhos não cumprem suas funções. Conselhos importantes como
o Conselho da Cidade — no caso de Muriaé, trata-se do COMUPLAN — e da Saúde
poderiam colaborar decisivamente para melhorar a vida dos cidadãos,
principalmente das classes marginalizadas. As responsabilidades de um
Conselheiro “assustam”. No COMUPLAN, trata-se do PLANO DIRETOR que é o instrumento
BÁSICO da gestão municipal. As responsabilidades do Conselho Municipal de Saúde
estão listadas na Resolução nº 453/2012 do Conselho Nacional de Saúde. Suas atividades,
seus conselheiros e seus contatos deveriam ser amplamente divulgados junto à
população.
“6 FATOS IMPORTANTES SOBRE CONSELHOS MUNICIPAIS”
ASSOCIAÇÕES DE MORADORES DE BAIRRO
PARTICIPAÇÃO não menos importante é a das ASSOCIAÇÕES
DE MORADORES DE BAIRRO. Às vezes me pergunto: por que não construímos associações
legítimas e representativas? Será porque nos ensinam a competir, procurar ser o
melhor e vencer na vida? Ou, conforme está no livro CARTAS DE CRISTO, será
porque nascemos com os impulsos de atração-rejeição — atrair o que nos dá
prazer e rejeitar o que nos causa dor — e, por não sabermos como usá-los, vamos nos
tornando egoístas ao longo da vida? Sem saber que, ao nos tornarmos egoístas,
nos afastamos das pessoas e, principalmente, do “Pai”! Esquecemo-nos de que,
como disse Jesus, “O Pai e eu somos um”! Mas isso é outra história ainda mais
desafiadora!
O segundo maior desafio é elaborar um PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO — 10 anos — tecnicamente correto. Nesse sentido, a Cartilha elaborada conjuntamente pelo Ministério das Cidades, CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura) e FRENAVRU (Frente de Vereadores pela Reforma Urbana) salienta que “o Plano Diretor não pode se restringir a princípios e diretrizes. Ele deve ter um conteúdo que permita sua aplicação, ou seja, ele precisa gerar transformações e começar a valer a partir do momento em que é aprovado. Isso significa ser autoaplicável. Os instrumentos devem, na medida do possível, estar regulamentados sem necessitar de outras leis para sair do papel.
“Planos diretores que têm apenas diretrizes não
permitem sua aplicação, é uma carta de intenções que não vai gerar efeitos
imediatos! É uma lei inócua, que logo se desmoraliza por não mudar nada na
cidade.”
Muito mais pode ser dito, mas vou encerrando, pois, como diz um amigo, ninguém lê mais de duas linhas! Não posso, contudo, deixar de mencionar as notícias das Dioceses de Piracicaba (SP) e Cachoeiro de Itapemirim (ES).
Em 14.03.2019, o site da Diocese de Piracicaba (SP)
divulgou a seguinte notícia:
“FORMAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE “POLÍTICAS
PÚBLICAS” E O PLANO DIRETOR
“Estamos em quaresma! Tempo de conversão, e a
Igreja do Brasil oferece neste tempo às comunidades a realidade das Políticas
Públicas como meditação. O tema da Campanha da Fraternidade 2019 nos fala de
Política, que “é o cuidado da cidade. Política que está para além dos partidos
políticos. Política como expressão da caridade. ‘A política é forma sublime de
exercer a caridade’. Portanto, política como cuidado do todo” (CF 2019, 7),
pois ao garantirmos políticas públicas decentes e sérias, garantimos a verba
para saúde, educação, transporte, habitação, entre outros, a tantas pessoas,
principalmente aos que mais precisam desses serviços básicos, e isso é uma
intensa solidariedade.
Nesse sentido, para aprofundarmos a realidade
brasileira quanto às Políticas Públicas e, à luz do Evangelho e do Ensino da
Igreja, sermos participantes e sujeitos de melhoras nos diversos campos
urgentes da sociedade, cerca de 60 pessoas estiveram na Formação da Campanha da
Fraternidade de 2019 e aprofundando, como “agir”, o Plano Diretor. Aconteceu no
dia 9 de março, no período da tarde, no Seminário Seráfico São Fidélis, dos
frades capuchinhos, em Piracicaba, sendo promovido pela parceria da “Comissão
Justiça, Paz e Integridade da Criação”, dos capuchinhos, com a Pastoral Fé e
Política da Diocese de Piracicaba.
O Encontro aprofundou o “ver a realidade”, conforme
o texto-base da própria Campanha, sendo conduzido pelo frei Marcelo Toyansk,
destacando, por exemplo, dados alarmantes: “No Brasil a população com
rendimento mensal de até 2 salários mínimos compromete cerca de 48% de sua
renda mensal no pagamento de impostos, enquanto o segmento mais enriquecido
paga bem menos proporcionalmente à renda” (CF 2019, 62b). “Por outro lado,
percebe-se que a segunda maior fonte de gasto do poder público provém do
pagamento de juros da dívida pública” (CF 2019, 62c). Por isso, a Reforma da
Previdência visa dar um saldo fiscal, pesando em milhões de pessoas mais
pobres, em vista de continuar garantindo o pagamento destes juros exorbitantes
e injustos aos bancos! A seguir, o “julgar ou iluminar” foi conduzido pelo frei
Pedro Silvério, destacando que tanto o Evangelho como a Igreja insistentemente
nos chamam para a participação pelo bem comum, particularmente dos mais
desfavorecidos e empobrecidos.
E sobre o “agir” foi focado como um instrumento de
participação e intervenção na realidade social hoje, o “Plano Diretor”, lei
municipal que estrutura a organização de toda a cidade e que está em revisão em
Piracicaba, momento oportuno de o conhecemos e exigimos que responda às reais
necessidades da população, com atenção aos mais vulneráveis. Esta parte foi conduzida
pelo Isaac Roston, da Pastoral Operária e membro da comissão da sociedade civil
que acompanha esta revisão em Piracicaba. Foram destacadas muitas fragilidades
nesta revisão, que se limita a se ater a questões físico-territoriais, em
detrimento de conter diretrizes importantes quanto à saúde e a educação, nos
parecendo mais preocupada em ampliar o perímetro urbano com consequente
encarecimento da cidade e prejuízo ambiental. Assim, a exemplo de lideranças de
Santa Bárbara que estavam presentes, fizemos uma agenda para acompanhar e
participarmos nesta revisão do “Plano Diretor” de Piracicaba, como também em
outras cidades da região em que recentemente o “Plano Diretor” também foi
revisto.
“DIOCESE CONCORRE A UMA VAGA NO CONSELHO DO PLANO DIRETOR MUNICIPAL (CPDM) DE CACHOEIRO
A Diocese de Cachoeiro de Itapemirim está
concorrendo a uma vaga no Conselho do Plano Diretor Municipal (CPDM) de
Cachoeiro. A eleição vai acontecer nesta
quinta-feira, dia 14 de março (2024?), das 13h às 18h, na Câmara Municipal de
Cachoeiro de Itapemirim.
“Esta é uma eleição muito importante, pois o
conselho tem um papel fundamental para o município. Ele responsável por
acompanhar a implementação das normas do Plano Diretor Municipal (PDM),
analisando e deliberando sobre questões relativas à sua aplicação, por isso, é
fundamental a importância da nossa diocese nesse pleito”, explicou o
coordenador do Regional II da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, padre Enildo
Genésio de Souza.
O Conselho do Plano Diretor Municipal de Cachoeiro,
criado pela Lei nº 5.890, de 31 de outubro de 2006 (Plano Diretor Municipal), é
um órgão participativo, consultivo e deliberativo, composto por 28 membros
titulares e suplentes, com direito a voto e mandato de dois anos, sendo
representantes do poder público e da sociedade civil.
São atribuições dos conselheiros: acompanhar a
implementação do Plano Diretor, analisando e deliberando sobre questões
relativas à sua aplicação; analisar, propor e aprovar eventuais alterações do
Plano; aprovar e acompanhar a execução de planos e projetos de interesse do
desenvolvimento urbano e rural, dentre outras.”
08/05/2026
AUDIÊNCIA PÚBLICA - LDO 2027
24/04/2026
CARTA ABERTA À VEREADORA MUNIK HELENA
AUDIÊNCIA PÚBLICA DE 23.04.26
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO
Com relação a seu convite (ver imagem), esclareço que não participo de AUDIÊNCIAS PÚBLICAS por vários motivos — listarei alguns para suas considerações.
“COMO DEVE SER...
LEIA MAIS
https://drive.google.com/file/d/1f_Lys_3tJrAF4k0R23xsv6C7_EIpoSXe/view?usp=sharing
22/01/2026
"ACORDAR O BRASIL"
26/12/2025
AS OBRAS DE CARIDADE E O REINO DO CÉU
Publiquei o comentário abaixo em postagens
relativas ao Padre Júlio Lancellotti:
“Totalmente a favor de dar comida aos pobres, mas Jesus disse: “Eu lhes garanto: se vocês não se converterem, e não se tornarem como crianças, vocês NUNCA entrarão no Reino do Céu”. MATEUS 18,3.
ALGUÉM COMENTOU:
“Então vamos parar de falar e agir para que isso
aconteça o que vc pode fazer?”
EU COMENTEI:
Entendi que o internauta se refere “ao que eu
posso fazer” para ajudar as pessoas a se converterem e a se tornarem como
crianças a fim de entrarem no Reino do Céu.
A única coisa que eu posso fazer é o que venho
fazendo há vários anos, ou seja, pregando que o único caminho, a única forma de
entrar no Reino do Céu é seguir os ensinamentos de Jesus Cristo.
Falo dos verdadeiros ensinamentos de Jesus e
não dos ensinamentos distorcidos no Concílio de Niceia realizado em 325.
O primeiro passo é entender que o Deus do
Antigo Testamento não é o Deus de Jesus. O Deus do Antigo Testamento é um Deus
de características humanas, ciumento e vingativo, que premia e castiga — nada a
ver com o Deus-PAI de Jesus que manda “dar a outra face”, “perdoar setenta
vezes sete” e “fazer ao próximo aquilo que gostaria que o próximo lhe fizesse”!
O segundo passo é entender que Jesus morreu
porque discordava totalmente do Deus do Antigo Testamento e dos ensinamentos
que eram pregados pelos religiosos da época — e não para nos salvar.
O terceiro passo é entender que “somos deuses”.
Em João 10,34, lê-se: Jesus disse: “Por acaso, não é na Lei de vocês que está
escrito: ‘Eu disse: vocês são deuses’?”.
Por que Jesus disse que “somos deuses”? Porque,
conforme está em João 1,1-3, fomos criados POR
Deus e criados DE Deus. Isso atesta
também que Jesus não é o ÚNICO filho de Deus. Aliás, o próprio Jesus, reconhece
isso quando disse que as obras que Ele fazia nós também podemos fazer e até
obras maiores (João 14,12).
O quarto passo é entender que os ensinamentos
de Jesus são ensinamentos científicos. Por exemplo, Jesus disse que “o Pai e eu
somos um”, porque sabia — conforme atesta a Física Quântica — que “quando
penetramos na matéria, a natureza não nos mostra quaisquer elementos básicos
isolados, mas apresenta-se como uma teia complicada de relações entre as várias
partes de um todo unificado”. Certamente, esse “todo unificado” é o nosso Deus!
Existem ainda dois aspectos com relação às obras
de CARIDADE.
Um, segundo OSHO, “todas essas religiões que
falam sobre “caridade” estão certamente interessadas em que a humanidade
continue pobre, em que as pessoas continuem necessitadas, em que existam
órfãos, viúvas, idosos abandonados, mendigos. Essas pessoas são necessitadas,
absolutamente necessitadas. Se não fossem, o que aconteceria com esses bons
samaritanos? O que aconteceria com todas essas religiões e seus ensinamentos, e
como as pessoas conquistariam o direito de entrar no reino dos céus? Essas
pessoas pobres e sofredoras têm de ser usadas como uma escada." OSHO. O livro da sua vida: crie o seu próprio
caminho para a liberdade. São Paulo: Cultrix, 2007, p. 54-5.
14/11/2025
MEU ANIVERSÁRIO
Fiquei feliz com as mensagens do meu
aniversário.
Completei 81 anos. Tempo de reflexão. Aí, vem a
pergunta: neste último ano, evoluí ou permaneci o mesmo? Se permaneci o mesmo, regredi,
porque a vida é um fluxo.
Outra pergunta: em que aspecto evoluí?
Um: aumentei meu saldo bancário, comprei um
apartamento?
Dois: melhorei fisicamente? Estou mais saudável,
mais magro, mais gordo?
Três: fiquei mais compreensivo, mais paciente, mais
caridoso, mais amoroso?
Quatro: meus conhecimentos sobre
espiritualidade aumentaram ou permaneci estagnado no catecismo da infância,
recitando orações mecânicas a um Deus que premia e castiga?
Cinco: em resumo, estou mais feliz?
Esses questionamentos me perseguem, há vários
anos, não somente no dia do meu aniversário, mas também desde que comecei a perceber
que a felicidade não está em dinheiro, poder ou relacionamentos. Tudo isso muda
e tudo isso passa — rapidamente!
Percebi também que a autêntica felicidade — o
Reino de Deus — é um “estado da mente” e não é algo para depois da morte.
Entendi que podemos ingressar no Reino de Deus
aqui e agora, pois Deus está aqui e agora (onipresente, onipotente e
onisciente). Entendi que sou o templo de Deus (1COR 3,16); e que eu posso fazer
as obras que Jesus fez (João 14,12).
Mas o que está faltando para eu ter uma “vida
abundante”? “Vida abundante” não tem nada a ver com milhões numa conta bancária
— trata-se do Reino de Deus “onde a felicidade é um estado da mente que o mundo
exterior, com todos os seus aborrecimentos e preocupações, não pode perturbar”.
Por que não consigo fazer as obras que Jesus
fez?
Por que não consigo me converter e me tornar
como criança e, desse modo, entrar no Reino do Céu (Mateus 18,3)?
A busca começou lá pela década de 1980: Osho,
Krishnamurti, Yogananda, Sai Baba, Allan Kardec, Ramatis, Eva Pierrakos,
Eckhart Tolle, Rudolf Steiner, Paul Brunton, Pietro Ubaldi, Gurdjieff, Fritjof
Capra e muitos outros.
Nunca tinha lido a Bíblia. Conhecia poucos
ensinamentos de Jesus, mesmo assim, somente superficialmente e, muitas vezes,
de forma distorcida.
Em 2000, comecei a conversar semanalmente com
os residentes da El Shaday, uma comunidade terapêutica que tinha por finalidade
a recuperação de dependentes químicos.
Inicialmente, o objetivo era falar da Programação
Neurolinguística –PNL, mas, logo depois, foi necessário começar a falar de
espiritualidade e, consequentemente, da Bíblia.
Fui ler a Bíblia; logo — à vista do que já
tinha lido nos livros dos pensadores mencionados acima — percebi que o importante,
o que realmente interessava, estava nos ensinamentos de Jesus. Assim,
concentrei meus estudos no Novo Testamento (somente li pouquíssimos versículos
do Antigo Testamento). Percebi que os ensinamentos de Jesus são profundos,
científicos e não se baseiam numa fé cega e mística. Mas não são fáceis de
serem corretamente interpretados!
Constatei que meus entendimentos estavam
corretos quando, em 2013, tomei conhecimento do livro CARTAS DE CRISTO — um
livro que resume de forma brilhante tudo o que havia lido sobre espiritualidade
anteriormente.
Hoje trabalho com as certezas seguintes:
a) “minha
consciência pessoal é inteiramente responsável por tudo aquilo que vem para a minha
vida e experiência pessoal. É minha consciência pessoal que traz para mim o bem
ou o mal” e, portanto, “não sou uma vítima das circunstâncias de minha vida,
mas o CRIADOR delas” (parafraseando mensagem de Cristo); e
b) “se
eu não me converter, e não me tornar como criança, eu NUNCA entrarei no Reino
do Céu” (parafraseando Mateus 18,3).
08/11/2025
SAINDO DA MATRIX DAS RELIGIÕES
- Libertar-se de influências externas: Significa questionar as expectativas da sociedade sobre comportamento, aparência e crenças, e não aceitar passivamente o que é imposto pela mídia, pela cultura e por outras fontes de influência.
- Autoconhecimento e essência: É buscar o seu próprio caminho, o que implica um mergulho para dentro de si mesmo para entender sua própria essência e se livrar de tudo o que não é próprio.
- Percepção ampliada: Envolve alcançar uma percepção mais ampla da vida, estando mais presente no "aqui e agora" sem se perder em medos, objetivos ou memórias passadas ou futuras.
- Autonomia e escolha: É uma forma de se tornar mais livre, onde as decisões são tomadas com base na sua própria consciência, e não por imposições externas, sentimentos ou apego a coisas materiais.
- Aceitar a mudança: É um processo de aceitar e abraçar a mudança, mesmo que seja desconfortável, para se aproximar mais da sua verdade interior.
- Praticar meditação: Silenciar a mente e focar na respiração e nos sentidos sem julgamento é uma forma de se reconectar com o presente e expandir a consciência.
- Observar os próprios padrões: Prestar atenção aos seus vieses e pontos cegos para encontrar oportunidades de melhoria e despertar para novas formas de ver o mundo e a si mesmo.
- Questionar a realidade: É importante questionar as crenças e os valores que nos foram impostos e buscar a verdade individual, mesmo que isso signifique nadar contra a corrente.
14/10/2025
TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA (TAC)
ESTUDO TÉCNICO, CRIAÇÃO DE EMPREGOS PÚBLICOS E PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA
Para dimensionar a necessidade de pessoal e os
respectivos salários, é imprescindível saber o que está planejado para ser realizado.
Trata-se de ORGANIZAÇÃO, função administrativa
que vem depois do PLANEJAMENTO e corresponde à estruturação dos recursos, como
pessoas, tarefas e materiais, para executar os planos de forma eficiente.
O planejamento da cidade se inicia pelo Plano
Diretor — o instrumento BÁSICO da administração municipal (art. 182 da Constituição
Federal).
Falar de Plano Diretor é delicado, porque os
planos diretores de todos os municípios não atendem a disposições constitucionais
e são tecnicamente mal elaborados.
Não atendem a disposições constitucionais
porque não priorizam as classes marginalizadas e não são elaborados e
executados com ampla participação da população e de associações representativas
dos vários segmentos da comunidade.
São tecnicamente mal elaborados porque não têm
objetivos, metas e prioridades claramente definidas, conforme reconhece a Cartilha
“Os vereadores no processo de elaboração de planos diretores participativos”,
elaborada conjuntamente pelo Ministério das Cidades, CONFEA (Conselho Federal
de Engenharia e Arquitetura) e FRENAVRU (Frente de Vereadores pela Reforma
Urbana) (1):
“O Plano Diretor não pode se restringir a
princípios e diretrizes. Ele deve ter um conteúdo que permita sua aplicação, ou
seja, ele precisa gerar transformações e começar a valer a partir do momento em
que é aprovado. Isso significa ser autoaplicável. Os instrumentos devem, na medida
do possível, estar regulamentados sem necessitar de outras leis para sair do
papel.
“Vereador, fique atento: planos diretores que
têm apenas diretrizes não permitem sua aplicação, é uma carta de intenções que
não vai gerar efeitos imediatos! É uma lei inócua, que logo se desmoraliza por
não mudar nada na cidade.”
Tais falhas na elaboração do Plano Diretor comprometem
fortemente os seus desdobramentos, ou seja, o Plano Plurianual – PPA, a Lei de
Diretrizes Orçamentárias – LDO e a Lei Orçamentária Anual – LOA, porque “o
plano diretor é parte integrante do processo de planejamento municipal, devendo
o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual incorporar
as diretrizes e as prioridades nele contidas” (§ 1º do art. 40 da Lei nº
10.257/2001, denominada Estatuto da Cidade).
No Decreto nº 200/1967, que dispõe sobre a
organização da Administração Federal, lê-se:
O Estatuto da Cidade determina que as cidades
devem ser administradas de forma democrática por meio da participação da
população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade. A
PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO é o nó górdio da gestão de cidades conforme determina
a lei, porque, como esclarece o Ministério das Cidades, “os instrumentos contidos
no Estatuto, não são suficientes, por si sós, para fazer falar muitos cidadãos
que, ao longo dos anos, introjetaram atitudes de submissão, ou foram longa e
duramente discriminados socialmente”. (6)
Na sentença que suspendeu a revisão do Plano
Diretor de São Paulo (2), a justiça salientou:
"Ocorre que a participação democrática na
gestão da Cidade, inscrita nos artigos 2º, II e 43 do Estatuto da Cidade requer
mais do que tão-somente a convocação da sociedade para os atos públicos que tem
a participação popular como pressuposto necessário.
“Bem pelo contrário, a gestão democrática impõe
à Municipalidade que, do início até o término dos trabalhos do plano diretor,
realize campanhas massivas de conscientização e convocação dos munícipes, não
só para audiências públicas, mas sim para promover a sua devida participação no
processo administrativo como um todo.
“Campanha não é convocação para audiência, mas
sim um trabalho de mobilização popular, que incuta nos cidadãos a vontade de
participar e o entendimento sobre a importância dos assuntos debatidos, tal
como dos reflexos que o anteprojeto terá na cidade.
“Mas não só. A campanha, de início, deve ser
também aprofundada o suficiente para permitir aos cidadãos o entendimento
material das ideias que a Municipalidade pretende ver presente no novo
anteprojeto, o que viabiliza, de antemão, que a comunidade formule críticas,
sugestões ou reclamações em relação às pretensões governamentais.
“Ainda mais, também é necessário clarear, já no
início, quais são os mecanismos programados para intervenção popular. É
fundamental que exista uma campanha capaz de informar os cidadãos sobre o local
em que podem encontrar representantes das comissões do projeto, como exercer o
direito de petição junto a Administração Pública, particularmente quanto a como
participar das comissões.”
“Não basta a existência da possibilidade, uma
vez que desta possibilidade só usufruem os já informados e interessados, ou
seja, aqueles mínimos indivíduos para os quais não era necessária qualquer
campanha. É necessário cativar e instruir, facilitar e promover o acesso de
todos, e não de poucos.”
O Plano Diretor de Muriaé 2018-2028 foi
revisado conforme Lei Municipal nº 5.915, de 02.12.19. (3)
FONTES E REFERÊNCIAS
(1)
https://drive.google.com/file/d/1VnM_sSBQrqTUzXMkTNJ0f8UqQhPPC4WZ/view?usp=sharing
(2)
https://drive.google.com/file/d/1ZFidgYcAjVZEjfKmtsfd-m7qSSLFVt5z/view?usp=sharing
(4)
https://drive.google.com/file/d/13ok4Rr1blToQppxO8zWqrgTynoJLSv7X/view?usp=drive_link
(5)
https://drive.google.com/file/d/1McgK3LHu5an85E2lWzZtS3QwZ9FCdUAv/view?usp=drive_link
(6) https://drive.google.com/file/d/0ByblPHalbhFeRmkzWlF6NFJfQzA/view