Blog do ANACLETO
Desperte, você que está dormindo. Levante-se dentre os mortos, e Cristo o iluminará. EFÉSIOS 5,14.
08/05/2026
AUDIÊNCIA PÚBLICA - LDO 2027
24/04/2026
CARTA ABERTA À VEREADORA MUNIK HELENA
AUDIÊNCIA PÚBLICA DE 23.04.26
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO
Com relação a seu convite (ver imagem), esclareço que não participo de AUDIÊNCIAS PÚBLICAS por vários motivos — listarei alguns para suas considerações.
“COMO DEVE SER...
LEIA MAIS
https://drive.google.com/file/d/1f_Lys_3tJrAF4k0R23xsv6C7_EIpoSXe/view?usp=sharing
22/01/2026
"ACORDAR O BRASIL"
26/12/2025
AS OBRAS DE CARIDADE E O REINO DO CÉU
Publiquei o comentário abaixo em postagens
relativas ao Padre Júlio Lancellotti:
“Totalmente a favor de dar comida aos pobres, mas Jesus disse: “Eu lhes garanto: se vocês não se converterem, e não se tornarem como crianças, vocês NUNCA entrarão no Reino do Céu”. MATEUS 18,3.
ALGUÉM COMENTOU:
“Então vamos parar de falar e agir para que isso
aconteça o que vc pode fazer?”
EU COMENTEI:
Entendi que o internauta se refere “ao que eu
posso fazer” para ajudar as pessoas a se converterem e a se tornarem como
crianças a fim de entrarem no Reino do Céu.
A única coisa que eu posso fazer é o que venho
fazendo há vários anos, ou seja, pregando que o único caminho, a única forma de
entrar no Reino do Céu é seguir os ensinamentos de Jesus Cristo.
Falo dos verdadeiros ensinamentos de Jesus e
não dos ensinamentos distorcidos no Concílio de Niceia realizado em 325.
O primeiro passo é entender que o Deus do
Antigo Testamento não é o Deus de Jesus. O Deus do Antigo Testamento é um Deus
de características humanas, ciumento e vingativo, que premia e castiga — nada a
ver com o Deus-PAI de Jesus que manda “dar a outra face”, “perdoar setenta
vezes sete” e “fazer ao próximo aquilo que gostaria que o próximo lhe fizesse”!
O segundo passo é entender que Jesus morreu
porque discordava totalmente do Deus do Antigo Testamento e dos ensinamentos
que eram pregados pelos religiosos da época — e não para nos salvar.
O terceiro passo é entender que “somos deuses”.
Em João 10,34, lê-se: Jesus disse: “Por acaso, não é na Lei de vocês que está
escrito: ‘Eu disse: vocês são deuses’?”.
Por que Jesus disse que “somos deuses”? Porque,
conforme está em João 1,1-3, fomos criados POR
Deus e criados DE Deus. Isso atesta
também que Jesus não é o ÚNICO filho de Deus. Aliás, o próprio Jesus, reconhece
isso quando disse que as obras que Ele fazia nós também podemos fazer e até
obras maiores (João 14,12).
O quarto passo é entender que os ensinamentos
de Jesus são ensinamentos científicos. Por exemplo, Jesus disse que “o Pai e eu
somos um”, porque sabia — conforme atesta a Física Quântica — que “quando
penetramos na matéria, a natureza não nos mostra quaisquer elementos básicos
isolados, mas apresenta-se como uma teia complicada de relações entre as várias
partes de um todo unificado”. Certamente, esse “todo unificado” é o nosso Deus!
Existem ainda dois aspectos com relação às obras
de CARIDADE.
Um, segundo OSHO, “todas essas religiões que
falam sobre “caridade” estão certamente interessadas em que a humanidade
continue pobre, em que as pessoas continuem necessitadas, em que existam
órfãos, viúvas, idosos abandonados, mendigos. Essas pessoas são necessitadas,
absolutamente necessitadas. Se não fossem, o que aconteceria com esses bons
samaritanos? O que aconteceria com todas essas religiões e seus ensinamentos, e
como as pessoas conquistariam o direito de entrar no reino dos céus? Essas
pessoas pobres e sofredoras têm de ser usadas como uma escada." OSHO. O livro da sua vida: crie o seu próprio
caminho para a liberdade. São Paulo: Cultrix, 2007, p. 54-5.
14/11/2025
MEU ANIVERSÁRIO
Fiquei feliz com as mensagens do meu
aniversário.
Completei 81 anos. Tempo de reflexão. Aí, vem a
pergunta: neste último ano, evoluí ou permaneci o mesmo? Se permaneci o mesmo, regredi,
porque a vida é um fluxo.
Outra pergunta: em que aspecto evoluí?
Um: aumentei meu saldo bancário, comprei um
apartamento?
Dois: melhorei fisicamente? Estou mais saudável,
mais magro, mais gordo?
Três: fiquei mais compreensivo, mais paciente, mais
caridoso, mais amoroso?
Quatro: meus conhecimentos sobre
espiritualidade aumentaram ou permaneci estagnado no catecismo da infância,
recitando orações mecânicas a um Deus que premia e castiga?
Cinco: em resumo, estou mais feliz?
Esses questionamentos me perseguem, há vários
anos, não somente no dia do meu aniversário, mas também desde que comecei a perceber
que a felicidade não está em dinheiro, poder ou relacionamentos. Tudo isso muda
e tudo isso passa — rapidamente!
Percebi também que a autêntica felicidade — o
Reino de Deus — é um “estado da mente” e não é algo para depois da morte.
Entendi que podemos ingressar no Reino de Deus
aqui e agora, pois Deus está aqui e agora (onipresente, onipotente e
onisciente). Entendi que sou o templo de Deus (1COR 3,16); e que eu posso fazer
as obras que Jesus fez (João 14,12).
Mas o que está faltando para eu ter uma “vida
abundante”? “Vida abundante” não tem nada a ver com milhões numa conta bancária
— trata-se do Reino de Deus “onde a felicidade é um estado da mente que o mundo
exterior, com todos os seus aborrecimentos e preocupações, não pode perturbar”.
Por que não consigo fazer as obras que Jesus
fez?
Por que não consigo me converter e me tornar
como criança e, desse modo, entrar no Reino do Céu (Mateus 18,3)?
A busca começou lá pela década de 1980: Osho,
Krishnamurti, Yogananda, Sai Baba, Allan Kardec, Ramatis, Eva Pierrakos,
Eckhart Tolle, Rudolf Steiner, Paul Brunton, Pietro Ubaldi, Gurdjieff, Fritjof
Capra e muitos outros.
Nunca tinha lido a Bíblia. Conhecia poucos
ensinamentos de Jesus, mesmo assim, somente superficialmente e, muitas vezes,
de forma distorcida.
Em 2000, comecei a conversar semanalmente com
os residentes da El Shaday, uma comunidade terapêutica que tinha por finalidade
a recuperação de dependentes químicos.
Inicialmente, o objetivo era falar da Programação
Neurolinguística –PNL, mas, logo depois, foi necessário começar a falar de
espiritualidade e, consequentemente, da Bíblia.
Fui ler a Bíblia; logo — à vista do que já
tinha lido nos livros dos pensadores mencionados acima — percebi que o importante,
o que realmente interessava, estava nos ensinamentos de Jesus. Assim,
concentrei meus estudos no Novo Testamento (somente li pouquíssimos versículos
do Antigo Testamento). Percebi que os ensinamentos de Jesus são profundos,
científicos e não se baseiam numa fé cega e mística. Mas não são fáceis de
serem corretamente interpretados!
Constatei que meus entendimentos estavam
corretos quando, em 2013, tomei conhecimento do livro CARTAS DE CRISTO — um
livro que resume de forma brilhante tudo o que havia lido sobre espiritualidade
anteriormente.
Hoje trabalho com as certezas seguintes:
a) “minha
consciência pessoal é inteiramente responsável por tudo aquilo que vem para a minha
vida e experiência pessoal. É minha consciência pessoal que traz para mim o bem
ou o mal” e, portanto, “não sou uma vítima das circunstâncias de minha vida,
mas o CRIADOR delas” (parafraseando mensagem de Cristo); e
b) “se
eu não me converter, e não me tornar como criança, eu NUNCA entrarei no Reino
do Céu” (parafraseando Mateus 18,3).
08/11/2025
SAINDO DA MATRIX DAS RELIGIÕES
- Libertar-se de influências externas: Significa questionar as expectativas da sociedade sobre comportamento, aparência e crenças, e não aceitar passivamente o que é imposto pela mídia, pela cultura e por outras fontes de influência.
- Autoconhecimento e essência: É buscar o seu próprio caminho, o que implica um mergulho para dentro de si mesmo para entender sua própria essência e se livrar de tudo o que não é próprio.
- Percepção ampliada: Envolve alcançar uma percepção mais ampla da vida, estando mais presente no "aqui e agora" sem se perder em medos, objetivos ou memórias passadas ou futuras.
- Autonomia e escolha: É uma forma de se tornar mais livre, onde as decisões são tomadas com base na sua própria consciência, e não por imposições externas, sentimentos ou apego a coisas materiais.
- Aceitar a mudança: É um processo de aceitar e abraçar a mudança, mesmo que seja desconfortável, para se aproximar mais da sua verdade interior.
- Praticar meditação: Silenciar a mente e focar na respiração e nos sentidos sem julgamento é uma forma de se reconectar com o presente e expandir a consciência.
- Observar os próprios padrões: Prestar atenção aos seus vieses e pontos cegos para encontrar oportunidades de melhoria e despertar para novas formas de ver o mundo e a si mesmo.
- Questionar a realidade: É importante questionar as crenças e os valores que nos foram impostos e buscar a verdade individual, mesmo que isso signifique nadar contra a corrente.
14/10/2025
TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA (TAC)
ESTUDO TÉCNICO, CRIAÇÃO DE EMPREGOS PÚBLICOS E PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA
Para dimensionar a necessidade de pessoal e os
respectivos salários, é imprescindível saber o que está planejado para ser realizado.
Trata-se de ORGANIZAÇÃO, função administrativa
que vem depois do PLANEJAMENTO e corresponde à estruturação dos recursos, como
pessoas, tarefas e materiais, para executar os planos de forma eficiente.
O planejamento da cidade se inicia pelo Plano
Diretor — o instrumento BÁSICO da administração municipal (art. 182 da Constituição
Federal).
Falar de Plano Diretor é delicado, porque os
planos diretores de todos os municípios não atendem a disposições constitucionais
e são tecnicamente mal elaborados.
Não atendem a disposições constitucionais
porque não priorizam as classes marginalizadas e não são elaborados e
executados com ampla participação da população e de associações representativas
dos vários segmentos da comunidade.
São tecnicamente mal elaborados porque não têm
objetivos, metas e prioridades claramente definidas, conforme reconhece a Cartilha
“Os vereadores no processo de elaboração de planos diretores participativos”,
elaborada conjuntamente pelo Ministério das Cidades, CONFEA (Conselho Federal
de Engenharia e Arquitetura) e FRENAVRU (Frente de Vereadores pela Reforma
Urbana) (1):
“O Plano Diretor não pode se restringir a
princípios e diretrizes. Ele deve ter um conteúdo que permita sua aplicação, ou
seja, ele precisa gerar transformações e começar a valer a partir do momento em
que é aprovado. Isso significa ser autoaplicável. Os instrumentos devem, na medida
do possível, estar regulamentados sem necessitar de outras leis para sair do
papel.
“Vereador, fique atento: planos diretores que
têm apenas diretrizes não permitem sua aplicação, é uma carta de intenções que
não vai gerar efeitos imediatos! É uma lei inócua, que logo se desmoraliza por
não mudar nada na cidade.”
Tais falhas na elaboração do Plano Diretor comprometem
fortemente os seus desdobramentos, ou seja, o Plano Plurianual – PPA, a Lei de
Diretrizes Orçamentárias – LDO e a Lei Orçamentária Anual – LOA, porque “o
plano diretor é parte integrante do processo de planejamento municipal, devendo
o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual incorporar
as diretrizes e as prioridades nele contidas” (§ 1º do art. 40 da Lei nº
10.257/2001, denominada Estatuto da Cidade).
No Decreto nº 200/1967, que dispõe sobre a
organização da Administração Federal, lê-se:
O Estatuto da Cidade determina que as cidades
devem ser administradas de forma democrática por meio da participação da
população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade. A
PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO é o nó górdio da gestão de cidades conforme determina
a lei, porque, como esclarece o Ministério das Cidades, “os instrumentos contidos
no Estatuto, não são suficientes, por si sós, para fazer falar muitos cidadãos
que, ao longo dos anos, introjetaram atitudes de submissão, ou foram longa e
duramente discriminados socialmente”. (6)
Na sentença que suspendeu a revisão do Plano
Diretor de São Paulo (2), a justiça salientou:
"Ocorre que a participação democrática na
gestão da Cidade, inscrita nos artigos 2º, II e 43 do Estatuto da Cidade requer
mais do que tão-somente a convocação da sociedade para os atos públicos que tem
a participação popular como pressuposto necessário.
“Bem pelo contrário, a gestão democrática impõe
à Municipalidade que, do início até o término dos trabalhos do plano diretor,
realize campanhas massivas de conscientização e convocação dos munícipes, não
só para audiências públicas, mas sim para promover a sua devida participação no
processo administrativo como um todo.
“Campanha não é convocação para audiência, mas
sim um trabalho de mobilização popular, que incuta nos cidadãos a vontade de
participar e o entendimento sobre a importância dos assuntos debatidos, tal
como dos reflexos que o anteprojeto terá na cidade.
“Mas não só. A campanha, de início, deve ser
também aprofundada o suficiente para permitir aos cidadãos o entendimento
material das ideias que a Municipalidade pretende ver presente no novo
anteprojeto, o que viabiliza, de antemão, que a comunidade formule críticas,
sugestões ou reclamações em relação às pretensões governamentais.
“Ainda mais, também é necessário clarear, já no
início, quais são os mecanismos programados para intervenção popular. É
fundamental que exista uma campanha capaz de informar os cidadãos sobre o local
em que podem encontrar representantes das comissões do projeto, como exercer o
direito de petição junto a Administração Pública, particularmente quanto a como
participar das comissões.”
“Não basta a existência da possibilidade, uma
vez que desta possibilidade só usufruem os já informados e interessados, ou
seja, aqueles mínimos indivíduos para os quais não era necessária qualquer
campanha. É necessário cativar e instruir, facilitar e promover o acesso de
todos, e não de poucos.”
O Plano Diretor de Muriaé 2018-2028 foi
revisado conforme Lei Municipal nº 5.915, de 02.12.19. (3)
FONTES E REFERÊNCIAS
(1)
https://drive.google.com/file/d/1VnM_sSBQrqTUzXMkTNJ0f8UqQhPPC4WZ/view?usp=sharing
(2)
https://drive.google.com/file/d/1ZFidgYcAjVZEjfKmtsfd-m7qSSLFVt5z/view?usp=sharing
(4)
https://drive.google.com/file/d/13ok4Rr1blToQppxO8zWqrgTynoJLSv7X/view?usp=drive_link
(5)
https://drive.google.com/file/d/1McgK3LHu5an85E2lWzZtS3QwZ9FCdUAv/view?usp=drive_link
(6) https://drive.google.com/file/d/0ByblPHalbhFeRmkzWlF6NFJfQzA/view
10/10/2025
DESORDENADO CRESCIMENTO URBANO
“Segundo Daniel Rodrigues (MPMG), a falta de um planejamento urbano eficiente causa problemas sociais, como violência, deficiência na prestação de serviços de saúde e educação, CRESCIMENTO DESORDENADO e agressões ao meio ambiente urbano”. (1)
Elaborar um Plano de Mobilidade Urbana
integrado e compatível com o Plano Diretor de Muriaé 2018-2028 é colocar
remendo novo em roupa velha.
Por outro lado, se atualizar o Plano Diretor somente
com DIRETRIZES, permanecerá “tudo como dantes do quartel de Abrantes”, ou seja,
nada mudará na cidade. É preciso observar rigorosamente as orientações seguintes
constantes da Cartilha OS VEREADOES NO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DE PLANOS
DIRETORES PARTICIPATIVOS:
“O Plano Diretor não pode se restringir a
princípios e diretrizes. Ele deve ter um conteúdo que permita sua aplicação, ou
seja, ele precisa gerar transformações e começar a valer a partir do momento em
que é aprovado. Isso significa ser autoaplicável. Os instrumentos devem, na
medida do possível, estar regulamentados sem necessitar de outras leis para
sair do papel.
“Vereador, fique atento: planos diretores que
têm apenas diretrizes não permitem sua aplicação, é uma carta de intenções que
não vai gerar efeitos imediatos! É uma lei inócua, que logo se desmoraliza por
não mudar nada na cidade.” (3)
Quando se fala de PLANO DIRETOR, fala-se do
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO (10 ANOS) da cidade como um todo, isto é, de geração
de emprego e renda, moradia, saneamento, meio ambiente, saúde, educação,
infraestrutura, mobilidade urbana, segurança, esporte, cultura e lazer.
II – GESTÃO DEMOCRÁTICA POR MEIO DA
PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO E DE ASSOCIAÇÕES REPRESENTATIVAS DOS VÁRIOS SEGMENTOS
DA COMUNIDADE na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e
projetos de desenvolvimento urbano;
Art. 40. O plano diretor, aprovado por lei
municipal, é o INSTRUMENTO BÁSICO da política de desenvolvimento e expansão
urbana.
§ 1º. O plano diretor é parte integrante do
processo de planejamento municipal, devendo o plano plurianual, as diretrizes
orçamentárias e o orçamento anual incorporar as diretrizes e as prioridades
nele contidas. (6)
No tocante à PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO,
consta da sentença que suspendeu a revisão do Plano Diretor de São Paulo:
"Ocorre que a participação democrática
na gestão da Cidade, inscrita nos artigos 2º, II e 43 do Estatuto da Cidade
requer mais do que tão-somente a convocação da sociedade para os atos públicos
que tem a participação popular como pressuposto necessário.
“Bem pelo contrário, a gestão democrática
impõe à Municipalidade que, do início até o término dos trabalhos do plano
diretor, realize campanhas massivas de conscientização e convocação dos
munícipes, não só para audiências públicas, mas sim para promover a sua devida
participação no processo administrativo como um todo.
“Campanha não é convocação para audiência,
mas sim um trabalho de mobilização popular, que incuta nos cidadãos a vontade
de participar e o entendimento sobre a importância dos assuntos debatidos, tal
como dos reflexos que o anteprojeto terá na cidade.
“Mas não só. A campanha, de início, deve ser
também aprofundada o suficiente para permitir aos cidadãos o entendimento
material das ideias que a Municipalidade pretende ver presente no novo anteprojeto,
o que viabiliza, de antemão, que a comunidade formule críticas, sugestões ou
reclamações em relação às pretensões governamentais.
“Ainda mais, também é necessário clarear, já
no início, quais são os mecanismos programados para intervenção popular. É
fundamental que exista uma campanha capaz de informar os cidadãos sobre o local
em que podem encontrar representantes das comissões do projeto, como exercer o
direito de petição junto a Administração Pública, particularmente quanto a como
participar das comissões.”
“Não basta a existência da possibilidade, uma
vez que desta possibilidade só usufruem os já informados e interessados, ou
seja, aqueles mínimos indivíduos para os quais não era necessária qualquer
campanha. É necessário cativar e instruir, facilitar e promover o acesso de
todos, e não de poucos.” (7)
POST SCRIPTUM
Um amigo comentou: “Você perde tempo com seus comentários. Praticamente ninguém os lê; dos que possivelmente os leem, uns não os entendem, e aqueles que os entendem, por conveniência, os esquecem. NADA MUDOU COM AS MORTES E AS SEQUELAS DA COVID”!
Respondi:
Sei disso, mas a Parábola dos Talentos me persegue (Mateus 25,14-30).
Escrevo sobre gestão de cidades — uma forma indireta de praticar política — porque, como disse o Papa Francisco, "envolver-se na política é uma obrigação para um cristão", e "a política é uma das formas mais altas de fazer caridade, porque busca o bem comum".
Assim, quando morrer, se São Pedro falar que não apliquei os talentos que Deus me deu, vou poder contra-argumentar que, pelo menos, segui os conselhos do Papa Francisco!
Falta dizer por que falo de gestão de cidades e não de macroeconomia ou política nacional. Falo de cidades porque moramos nas cidades e, principalmente, porque é impossível consertar o Brasil (que é o todo) sem primeiro consertar os municípios (que são as partes do todo)!
FONTES:
(2)https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12587.htm
(3)https://drive.google.com/file/d/1VnM_sSBQrqTUzXMkTNJ0f8UqQhPPC4WZ/view?usp=drivesdk
(5)https://drive.google.com/file/d/13ok4Rr1blToQppxO8zWqrgTynoJLSv7X/view?usp=drive_link
(6)https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10257.htm
(7)https://drive.google.com/file/d/1ZFidgYcAjVZEjfKmtsfd-m7qSSLFVt5z/view?usp=sharing
