Ter mente aberta é muito importante. Mente
aberta é fundamental para pesquisar e estudar novos ensinamentos. Mas ter mente
aberta não é suficiente: é preciso ter coragem.
É preciso ter coragem para questionar dogmas e outras crenças errôneas que colocaram em nossas cabeças na infância.
É preciso muita coragem para superar o medo de
ofender a Deus que está profundamente plantado em nossa mente inconsciente.
É preciso muita coragem para entender que Deus
não vai torcer pelo Flamengo ou pelo Vasco, nem tampouco vai ajudar o seu filho,
que nunca estudou seriamente, a passar no EMEM.
Apesar de todo avanço científico, ainda é
preciso muita coragem para afirmar num grupo de amigos que “Deus não premia nem
castiga” e também não coloca cruz nas costas de ninguém.
É preciso muita coragem até mesmo para
reconhecer que é um analfabeto funcional e, portanto, deve primeiro aprender a
interpretar textos. Sempre que falo isso, me lembro do que Jesus disse a Pedro:
“Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque TO não revelou a carne e o
sangue, mas meu Pai, que está nos céus”. Alguém saber dizer o que significa esse
TO?
Jesus tinha mente aberta, senão, provavelmente,
até hoje estaríamos na espiritualidade ultrapassada do Antigo Testamento.
Jesus tinha também muita coragem – coragem para
enfrentar os Sumos Sacerdotes – e sua mãe e as outras pessoas – que acreditavam
num Jeová vingativo, que premiava e castigava e exigia sacrifícios para libertar
as pessoas de seus “pecados”!
Quem tem coragem para enfrentar padres e
pastores que, muitas vezes, nos apresentam interpretações errôneas dos
ensinamentos de Cristo? E, sem ironia, hoje vivemos numa democracia (?) e não
sob as leis do Império Romano!