24/09/2023

DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO

DISCURSO DE DOM RICARDO HOEPERS NO STF

“O foco está errado (...) Então poderíamos nos perguntar: o que fazer? Urge combater as CAUSAS do aborto, através da IMPLEMENTAÇÃO E DO APRIMORAMENTO DE POLÍTICAS PÚBLICAS...”.

Mas como implementar e aprimorar as políticas públicas?

A resposta está num PLANO DIRETOR que priorize as CLASSES MARGINALIZADAS e seja elaborado, executado e fiscalizado por meio da PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO E DE ASSOCIAÇÕES REPRESENTATIVAS DOS VÁRIOS SEGMENTOS DA COMUNIDADE, conforme determina a Lei nº 10.257/2001, denominada Estatuto da Cidade.

De acordo com a Constituição Federal, o PLANO DIRETOR é o INSTRUMENTO BÁSICO da política de desenvolvimento e expansão urbana.

O que existe de políticas públicas voltadas para a mulher no PLANO DIRETOR DE MURIAÉ 2018-2028 (Lei Municipal nº 5.915/2019)?

“Urge combater as CAUSAS”!

Sem políticas públicas com objetivos, diretrizes e prioridades claramente definidos, continuaremos “enxugando gelo”. Isso é válido também para a VIOLÊNCIA URBANA!

Mas existe um nó górdio: sem a efetiva PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO não há solução. Os simulacros de PLANOS DIRETORES continuarão a ser elaborados exclusivamente para atender a exigências legais, e “tudo continuará como antes no quartel de Abrantes”. Ou seja, as cidades continuarão a ser administradas como nos tempos de nossos avós e não conforme determina o Estatuto da Cidade!

Se “urge combater as CAUSAS” e sem a PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO não há solução, por que as igrejas católicas não incentivam os cidadãos a participarem do processo de gestão pública municipal? Nesse sentido, o Papa Francisco foi taxativo: “Envolver-se na política é uma obrigação para um cristão”; “Nós, os cristãos, não podemos fazer de Pilatos e lavar as mãos”.

O fato é que, concordem ou não, SOMOS CORRESPONSÁVEIS. Ah, e a Parábola dos Talentos (Mateus 25,14-30) me persegue!

O QUE É O PLANO DIRETOR?

VÍDEO DO PAPA FRANCISCO

PLANO DIRETOR DE MURIAÉ 2018-2028