30/09/2023

A HISTÓRIA E A MENTE


Os cidadãos conhecem a história de suas cidades, entretanto continuam repetindo os mesmos erros de geração a geração!

E os pais continuam a mandar os filhos apagarem a luz por toda vida!

CASO REAL

Aconteceu comigo. Estava auditando a implantação da QUALIDADE TOTAL num Centro de Processamento de Serviços do BB que tinha aproximadamente 250 funcionários.

Qualidade total envolve mudança de mentalidade.

O Centro já tinha passado por centenas de horas de treinamento. Fui ao banheiro. Por “coincidência” (não acredito em coincidências!), eu e o Chefe do Centro ficamos urinando lado a lado.

Não pude deixar de ler na minha frente: “FAVOR DAR DESCARGA”.

Olhei para o Chefe e ironicamente perguntei: “Para que este aviso”? Se, depois de centenas de horas de treinamento, é preciso colocar este aviso, o treinamento não está funcionando!

Fui instrutor do BB por 13 anos. O Banco tinha o Departamento de Treinamento mais avançado do país. Comprovei isso quando, numa faculdade, me apresentaram uma dinâmica de grupo como novidade – o professor levou um susto quando lhe disse que usávamos tal dinâmica no BB há mais de 10 anos!

Tive a primeira prova de que treinamento – palestras motivacionais – para mudar comportamento não funcionam em 1968, no interior da Bahia. Mas isso é outra história!

Como ninguém vai ler isto, vou esticar o textão. Também não vou revisar!

Fiquei feliz, quando décadas depois, li no livro “Tornar-se pessoa” de CARL ROGERS:

“Creio que aquilo que se pode ensinar a outra pessoa não tem grandes consequências, como pouca ou nenhuma influência significativa tem sobre o comportamento (...) Sinto que o aprendizado que influencia significativamente o comportamento é o aprendizado autodescoberto, autoapropriado (...) Um conhecimento autodescoberto, essa verdade que foi pessoalmente apropriada e assimilada à experiência de um modo pessoal, não pode se comunicar diretamente a outra pessoa (...) Compreendi que tinha perdido o interesse em ser professor (...) Sinto que os resultados do ensino ou não tem importância ou são perniciosos (...) Quando considero os resultados do meu ensino passado, a conclusão real parece ser a mesma – ou foi prejudicial ou nada de significativo ocorreu. Isso é francamente aflitivo (...) Deveríamos renunciar aos exames. Eles medem apenas o tipo de ensino inconsequente (...) Deveríamos acabar com graus e avaliações acadêmicas (...) Deveríamos abandonar os diplomas como títulos de competência.”. Carl Rogers falou isso na Universidade de Harvard!