Os cidadãos conhecem a história de suas
cidades, entretanto continuam repetindo os mesmos erros de geração a geração!
E os pais continuam a mandar os filhos apagarem
a luz por toda vida!
CASO REAL
Aconteceu comigo. Estava auditando a
implantação da QUALIDADE TOTAL num Centro de Processamento de Serviços do BB
que tinha aproximadamente 250 funcionários.
Qualidade total envolve mudança de mentalidade.
O Centro já tinha passado por centenas de horas
de treinamento. Fui ao banheiro. Por “coincidência” (não acredito em
coincidências!), eu e o Chefe do Centro ficamos urinando lado a lado.
Não pude deixar de ler na minha frente: “FAVOR
DAR DESCARGA”.
Olhei para o Chefe e ironicamente perguntei: “Para
que este aviso”? Se, depois de centenas de horas de treinamento, é preciso
colocar este aviso, o treinamento não está funcionando!
Fui instrutor do BB por 13 anos. O Banco tinha
o Departamento de Treinamento mais avançado do país. Comprovei isso quando, numa
faculdade, me apresentaram uma dinâmica de grupo como novidade – o professor
levou um susto quando lhe disse que usávamos tal dinâmica no BB há mais de 10
anos!
Tive a primeira prova de que treinamento –
palestras motivacionais – para mudar comportamento não funcionam em 1968, no
interior da Bahia. Mas isso é outra história!
Como ninguém vai ler isto, vou esticar o textão.
Também não vou revisar!
Fiquei feliz, quando décadas depois, li no
livro “Tornar-se pessoa” de CARL ROGERS:
“Creio que aquilo que se pode ensinar a outra pessoa não tem grandes consequências, como pouca ou nenhuma influência significativa tem sobre o comportamento (...) Sinto que o aprendizado que influencia significativamente o comportamento é o aprendizado autodescoberto, autoapropriado (...) Um conhecimento autodescoberto, essa verdade que foi pessoalmente apropriada e assimilada à experiência de um modo pessoal, não pode se comunicar diretamente a outra pessoa (...) Compreendi que tinha perdido o interesse em ser professor (...) Sinto que os resultados do ensino ou não tem importância ou são perniciosos (...) Quando considero os resultados do meu ensino passado, a conclusão real parece ser a mesma – ou foi prejudicial ou nada de significativo ocorreu. Isso é francamente aflitivo (...) Deveríamos renunciar aos exames. Eles medem apenas o tipo de ensino inconsequente (...) Deveríamos acabar com graus e avaliações acadêmicas (...) Deveríamos abandonar os diplomas como títulos de competência.”. Carl Rogers falou isso na Universidade de Harvard!