Banir ou não banir a Bíblia não é a solução.
A Bíblia se divide em Antigo e Novo
Testamento.
Antes do Antigo Testamento não havia pecado,
pois não havia nenhuma Lei definindo, por exemplo, que matar era pecado.
O Antigo Testamento é uma Lei que definiu o que é pecado. Se estava na Lei era pecado. Consiste de normas de conduta humana definidas por Moisés e experiências místicas vividas por profetas.
A observância das normas de conduta torna o
homem bom, mas não lhe garante ingressar no Reino de Deus aqui na Terra ou em
qualquer parte do universo.
O Antigo Testamento foi aperfeiçoado por
Jesus Cristo.
Existe uma profunda diferença entre o Antigo
e o Novo Testamento.
Com o advento dos verdadeiros ensinamentos de
Jesus Cristo, o Antigo Testamento – a Lei – se tornou letra morta (Romanos
7,6). Por exemplo, é impossível matar se você amar o próximo como a si mesmo!
Os verdadeiros ensinamentos de Jesus – todos
coerentes com uma verdadeira espiritualidade - são completos.
Antes de Jesus, somente era pecado se
constasse especificamente da Lei. Jesus – com seu profundo conhecimento
esotérico e sabedor de que temos outros corpos que, depois da morte física,
sobrevivem em outros mundos, traçou novas diretrizes.
Nos outros mundos não é somente o ato de
matar que é pecado – peca-se também por pensamentos e palavras. Pensar em matar
aqui na Terra não compromete nosso corpo físico, mas compromete nossos outros
corpos em outros mundos – e, principalmente, a nossa alma!
Essa introdução teve por objetivo mostrar que
banir ou simplesmente não banir a Bíblia não é a solução. A solução está nos
verdadeiros ensinamentos de Cristo a fim de que possamos viver em paz e felizes
aqui na Terra e, quem sabe, em qualquer uma das muitas moradas do Pai.
Mas não basta apenas decorá-los como papagaio;
é imprescindível interpretá-los corretamente e colocá-los em prática, pois, conforme
está na Introdução da Carta aos Hebreus, “o verdadeiro culto a Deus se realiza
através da própria vida” e “o modo de servir a Deus não são ritos religiosos,
mas obediência à sua vontade, que se manifestou radicalmente na doação vivida
por Jesus até à morte”.
Nada adianta, por exemplo, saber que “todos
devem prestar contas de cada palavra inútil que tiverem falado” (Mateus 12,36)
e continuar fofocando!
Vou confundir "alhos com bugalhos" - ou não? Se continuarmos insistindo com o catecismo que nos ensinaram na infância e nos omitindo com relação aos verdadeiros ensinamentos esotéricos de Cristo, não deveremos nos surpreender se, dentro de pouco tempo, a Bíblia for jogada no lixo como os prefeitos fizeram – e fazem – com o Estatuto da Cidade.
Dentre outros, os livros abaixo me ajudaram a
conhecer e interpretar corretamente os verdadeiros ensinamentos de Cristo:
A SEGUNDA VINDA DE CRISTO: A Ressurreição do Cristo Interior - Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus" de Paramahansa Yogananda. Editora: Self-Realization Fellowship, 015.