23/11/2022

POR QUE FAÇO CARIDADE?

Estou ciente de que a caridade, por si só, não me levará para o céu (seja lá o que isso signifique – se bem que trabalho com a hipótese de que posso ingressar no Reino do Céu aqui mesmo na terra, assim como em qualquer parte do universo). Eu preciso renascer: Jesus foi taxativo: “Eu lhes garanto: se vocês não se converterem, e não se tornarem como crianças, vocês NUNCA entrarão no Reino do Céu” (Mateus 18,3).

Faço caridade porque sei que, para retornar ao “Pai”, vou ter que, primeiro, encontrar pelo caminho com toda a sua criação. Portanto, certamente, vou me reencontrar com aquele mendigo que ontem me pediu uma ajuda. Aqui também Jesus foi claro: “Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram” (Mateus 25,40).

Faço caridade também porque a Parábola dos Talentos me persegue: se eu não usar os meus talentos para fazer caridade (entenda-se como CARIDADE tudo aquilo que pode contribuir para melhorar este mundo, inclusive, por exemplo, escrever aqui estas reflexões), obviamente vou ser considerado um “empregado inútil” e, consequentemente, o pouco que me foi dado nesta reencarnação me será tirado em reencarnações futuras e será dado àquele servo que duplicou os seus talentos. Jesus disse: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5,17). É óbvio que Jesus e seu Pai trabalham para o desenvolvimento do Reino do Céu (do qual eu algum dia farei parte!); assim, o “empregado inútil” que não contribuir para o desenvolvimento do Reino do Céu será “demitido”, perderá o que tiver e será lançado na escuridão (Mateus 25,30). No linguajar de nosso mundo: e ficará na miséria até que resolva trabalhar!