São Paulo escreveu aos Coríntios:
“Quanto a
mim, irmãos, não pude falar a vocês como a homens maduros na fé, mas apenas a
uma gente fraca, como as crianças em Cristo. Dei leite para vocês beberem, não
alimento sólido, pois vocês não o podiam suportar. Nem mesmo agora o podem, pois
ainda se deixam levar por instintos egoístas. De fato, se entre vocês há
invejas e brigas, não será pelo fato de serem guiados por instintos egoístas e
por se comportarem como qualquer um?” (1COR 3,1-3).
Dois mil anos se passaram, mas nada mudou em termos de espiritualidade: praticamente totalidade das pessoas continua se alimentando com leite – a fé cega e os dogmas – dos catecismos, pois não podem suportar os alimentos sólidos de uma espiritualidade adulta, racional e lógica. Na Carta aos Hebreus, lê-se: “Temos muito a dizer sobre este assunto, mas é difícil explicar, porque vocês se tornaram lentos para compreender. Depois de tanto tempo, vocês já deviam ser mestres; no entanto, ainda estão precisando de alguém que lhes ensine as coisas mais elementares das palavras de Deus. Em vez de alimento sólido, vocês ainda estão precisando de leite. Ora, quem precisa de leite ainda é criança, e não tem experiência para distinguir o certo do errado. E o alimento sólido é para os adultos que, pela prática, estão preparados para distinguir o que é bom e o que é mau.” (Hebreus 5,11-14).
Por que estou escrevendo isto?
Porque vejo as redes sociais cheias de
mensagens do tipo “que Deus faça isto; que Deus faça aquilo”. Quem vive de
acordo com uma espiritualidade adulta, racional e lógica, sabe que Deus – à semelhança
do sol – atua sobre os bons e os maus, em tempo real, de forma ONIPRESENTE e
por toda a eternidade. Somente não somos atingidos pela proteção, alimentação e
cura divinas – ou seja, não estamos sob cuidado total do “Pai” – porque insistimos em
permanecer na sombra de nossos egos e, portanto, ocultos da Luz Divina.
Parafraseando o que São Paulo disse aos Coríntios e aos Hebreus: ainda nos
deixamos levar por instintos egoístas; de fato, entre nós, há invejas e brigas;
e continuamos não sabendo distinguir o certo do errado nem o que é bom do que é
mau!
Agora, em suas Cartas (*), Cristo reforça o que foi dito por São Paulo e esclarece a Realidade da Existência e a origem do ego: