Num vídeo que circula na internet, o ator Pedro Cardoso comenta sobre religião e política.
“(...) você tem hoje no Brasil uma tendência muito grande de autorizar uma opinião política através de um argumento divino. Isso é uma tragédia para a humanidade, porque as questões do homem têm que ser resolvidas (...) pelo ser humano...”
COMENTÁRIO DO ANACLETO
Pedro Cardoso simplifica muito – praticamente “pula” – a parte mais importante.
Quem é que discute os problemas de educação,
saneamento, segurança, etc.? Trata-se da eterna pergunta: “Quem sou eu”? Se não
sabemos quem somos, como saber o que queremos?
Excluindo os ateus – não acredito que existem
ateus no fundo de suas mentes inconscientes –, quem têm condições de agir de forma
efetivamente laica?
Deixando de lado a parte relativa à compreensão
de Deus, a solução que se me afigura se encontra nos ensinamentos de Jesus
Cristo. Entretanto, para entender os verdadeiros ensinamentos de Jesus Cristo –
por exemplo, por que devo tratar o próximo como a pupila do meu olho? –, é
preciso rever radicalmente o conceito de um Deus antropomórfico que premia e
castiga constante do Antigo Testamento. Assim como, rever inúmeras
interpretações errôneas do Novo Testamento generalizadamente aceitas, por
comodidade e interesses pessoais, pela grande maioria das pessoas.
Há muitos anos, abandonei o conceito de Deus que me foi ensinado na infância. Hoje meu conceito de Deus se baseia na física quântica: “quando penetramos na matéria, a natureza não nos mostra quaisquer elementos básicos isolados, mas apresenta-se como uma teia complicada de relações entre as várias partes de um todo unificado”. Ou seja, eu, Anacleto, sou parte de um “Todo Unificado” (Deus, Jeová, Brahma, etc.). Metaforicamente, estou para Deus assim como a onda está para o oceano. Aliás, Jesus Cristo resumiu isso quando disse: “O Pai e eu somos um” (João 10,30).