As pessoas insistem na crença de que nós somos separados de Deus, apesar de Jesus ter dito que “o Pai e eu somos um” (João 10,30). E a física quântica atestar que não existe nada isolado no universo: “Quando penetramos na matéria, a natureza não nos mostra quaisquer elementos básicos isolados, mas apresenta-se como uma teia complicada de relações entre as várias partes de um todo unificado”. Ou seja, somos PARTES de um TODO UNIFICADO, que é Deus. Nós estamos para Deus assim como a onda está para o oceano.
Mesmo sabendo que Deus é onipresente, as
pessoas olham para cima quando rezam, confirmando o entendimento de que Deus é
alguma coisa ou alguém que está lá no céu, portanto, separado de nós!
Se eu fosse separado de Deus, Deus não seria
onipresente, onipotente e onisciente. Mas alguém pode alegar: “Deus é maior e
pode obrigar o Anacleto a fazer o que Ele quer. Aqui temos outra consideração.
Se Deus me obrigasse, Ele não estaria respeitando o meu livre-arbítrio e,
portanto, estaria se comportando em desacordo com o amor incondicional que é a
sua essência. Estaria, inclusive, contrariando o seu próprio Espírito que
habita em mim (Romanos 8,9 e Primeira Carta aos Coríntios 3,16).
Realmente, é muito difícil nos livrarmos da
crença de que estamos separados de Deus. Ela foi – e continua sendo – plantada em
nossa mente desde os primeiros anos de vida. E ninguém pergunta o “por quê”.
Temos medo de ser castigados, mesmo que, teoricamente, acreditemos que Deus não
castiga!
A resposta se encontra na Introdução da Carta
aos Hebreus:
“Exceto Jesus, nada mais é absoluto: nenhuma
instituição ou estrutura, tanto civil como religiosa, tem caráter absoluto e
intocável. Sendo único mediador, Jesus abre completamente a comunicação entre
Deus e os homens, e dos homens entre si.
“O povo
está livre para participar inteiramente da realidade de Jesus e, portanto, ter
acesso à intimidade com o próprio Deus. ”