20/12/2021

CONVERSANDO COM O ANIVERSARIANTE

Quando participei do Encontro de Casais - Segunda União, fizemos um exercício em que nos imaginávamos conversando com Jesus e lhe pedindo perdão. Estou pensando num exercício semelhante para o Natal.

Jesus sentado à mesa conosco. Provavelmente tomando um cálice de vinho e dando boas risadas. Jesus era – tinha que ser – uma pessoa alegre! O que conversaríamos? Ou melhor, o que conversar com Jesus se Ele lê os nossos pensamentos e as nossas vidas? Complicado! Mentir nem pensar! Fofocar – “palavras inúteis” - também está fora de cogitação, pois Ele poderia repetir o que está em Mateus 12,36-37:

“Eu digo a vocês: no dia do julgamento, todos devem prestar contas de cada palavra inútil que tiverem falado. Porque você será justificado por suas próprias palavras, e será condenado por suas próprias palavras. ” 

Bom, mas eu tenho muitas dúvidas. Por exemplo, Ele nasceu Cristo ou nasceu homem semelhante a mim e se tornou Cristo depois de seu batismo? Como viveu e o que Ele fez dos 12 aos 30 anos? Ele esteve na Índia como dizem alguns estudiosos? Se Ele nasceu Cristo e não esteve na Índia, por que Ele esperou até os 30 anos para iniciar a sua missão?

As dúvidas são inúmeras. Para fazer as obras que Ele fez – ou obras maiores – basta eu crer nele ou tenho que me tornar Cristo? São Paulo disse que Jesus Cristo está em mim (2 COR 13,5). O Cristo, a Consciência Crística que habitou em Jesus quando esteve na Palestina, também habita em mim? Mas como “sair” de minha consciência humana – do meu ego - e “libertar” a minha Consciência Crística para conseguir fazer as obras que Ele fez? Tenho que me tornar perfeito como perfeito é o Pai que está no céu (Mateus 5,48)?

A esta altura, Jesus certamente estaria rindo. Talvez pensando: “Pai, perdoa o Anacleto, porque ele não sabe o que pensa”! Mas eu não desistiria. Também não adiantaria, pois Ele certamente leria em minha mente: os discípulos lhe disseram que o povo falava que o Senhor era João Batista, Elias, Jeremias ou algum dos profetas (Mateus 16,13) – todos já tinham morrido! Por que o Senhor não discordou e lhes disse que o povo estava falando besteira? O povo acreditava na reencarnação?

Refletindo melhor, talvez eu não lhe perguntasse nada. Tentaria aquietar a tagarelice de minha mente humana – meu ego – a fim de que a minha Consciência Crística pudesse entrar em sintonia com o Cristo que se encontrava na minha frente. Aliás, Ele disse: “Vocês vivem estudando as Escrituras, pensando que vão encontrar nelas a vida eterna. No entanto, as Escrituras dão testemunho de mim. Mas vocês não querem vir a mim para terem a vida eterna”. (João 5,39-40).

O exercício que mencionei no tópico inicial – realizado pelo Padre Chico - é uma poderosa técnica de Programação Neurolinguística – PNL. Parte do pressuposto de que nossa mente não distingue o que é real do que é fortemente imaginado – por isso, a gente chora quando assiste a um filme triste!

Vale a pena imaginar um bate papo com o Aniversariante. Uma coisa é certa: será melhor do que repetir orações no piloto automático!

FELIZ NATAL!