Muita
coisa mudaria no mundo, se as pessoas meditassem seriamente sobre as palavras
abaixo, e se conscientizassem de que somente é possível crescer espiritualmente
– ou seja, avançar no caminho em direção ao Pai – assumindo a responsabilidade
pelos próprios atos:
A morte de Jesus é consequência de suas atitudes, decisões e postura frente uma sociedade que usava a religião e o nome de Deus para encobrir toda forma de discriminação, exclusão, injustiça e dominação.
Hoje sabemos que Deus não castiga, não é vingativo e nem ciumento, pois Jesus revelou de forma mais clara a face do Pai.
Por isso, não há nada mais errado do que dizer que temos de carregar a cruz que Deus nos dá. É justamente o contrário, a cruz nós a buscamos como conseqüência de decisões mal tomadas, do peso das estruturas injustas ou da ação de outros contra nós.
Há
muitos anos pensava assim, mas os ensinamentos errôneos que me foram
introjetados na infância, mesmo que com as melhores intenções, insistiam em me
perseguir lá no fundo de meu inconsciente: “Deus castiga!”; “Cada um tem de
carregar a cruz que Deus lhe deu!”; e “Jesus morreu para nos salvar!”.
Obrigado,
Padre Paulo Roberto (ex-Matriz São Paulo)!