14/02/2015

AMOR HÍDRICO

A crise hídrica tem me preocupado (como a todos os brasileiros).
Mas, em razão dela, fiquei também preocupado com o amor dos pais pelos filhos.

Os pais dizem: “Eu amo meus filhos”! 
Sei que eles (e as mães) também vão dizer: “Mas eu estou fazendo a minha parte: não lavo as calçadas; não escovo os dentes com a torneira aberta; não jogo lixo na rua; etc.”. 
Até aqui, tudo bem! 

E com relação às nascentes, lagos e rios? 
Se os governantes (presidente, governadores e prefeitos) não estão fazendo o “dever de casa” necessário para garantir a água futura de nossos filhos e netos, podemos afirmar que os amamos, se, por comodidade, não participamos da elaboração, execução e fiscalização das políticas públicas de meio ambiente, conforme nos facultam as leis?

(Obviamente, a pergunta vale também para tudo o que se refere à cidade onde vivemos e, provavelmente, viverão nossos filhos e netos, ou seja: geração de emprego e renda, moradia, saneamento, transporte e mobilidade urbana, segurança, saúde, educação, esporte, cultura e lazer.)