08/07/2014

O JULGAMENTO DE JESUS

“Já haviam sido tomadas todas as deliberações possíveis para sacrificar o perigoso rabi da Galileia, embora tudo isso se processasse dentro dos ditames retos e dignos da Lei. Caifás substituíra todos os juízes que haviam demonstrado a mais sutil simpatia por Jesus, nomeando dez suplentes jovens, de sua inteira confiança, aos quais ele vinha paraninfando a carreira jurídica. 
(...)
Jamais alguém foi mais ardiloso e pródigo de talento na empreitada destruidora de uma vida, como o fizeram Caifás, Hanan e a sua parentela, temerosa de perder o comando da negociata religiosa. Eles semearam espiões no seio do próprio movimento cristão, incentivando a "marcha" a Jerusalém, sob as aclamações sediciosas que foram o arremate para incriminar o ingênuo rabi da Galiléia; distribuíram bolsas de moedas aos seus agentes mercenários, transformando o incidente do Templo numa grave sublevação, que, posteriormente, apresentou prejuízos vultosos aos cofres sagrados. Abriram as arcas do tesouro do Templo para subornar e obter falsos testemunhos e delações comprometedoras; compraram servos das famílias dos juízes do Sinédrio, fazendo-os distribuir notícias tendenciosas contra o rabi da Galileia, a fim de influírem na decisão dos mesmos no ato de julgar. Em seguida, auscultaram a tendência ou a opinião pessoal de cada juiz ancião; e só depois de plenamente seguros do seu êxito, é que armaram o espetáculo pomposo de julgar Jesus “pro forma”, satisfazendo as aparências dignas e respeitáveis da lei.” (Grifos nossos)

RAMATIS. O sublime peregrino. Obra mediúnica ditada pelo espírito Ramatis ao médium Hercílio Maes. 6ª ed. Limeira, SP: Editora do Conhecimento, 1964, p. 309. Disponível em: