04/11/2023

CONSELHOS MUNICIPAIS

Respondendo ao WhatsApp do Presidente do CONSELHO MUNICIPAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DE MURIAÉ – CMDPD:

Parabéns!

Os Conselhos Municipais são órgãos públicos de grande importância no processo de gestão das cidades, principalmente porque são independentes, ou seja, não são subordinados a prefeitos nem a secretários.

Consciente dessa importância, em abril de 2013, a AAMUR – Associação dos Amigos de Muriaé encaminhou à Secretaria de Administração da Prefeitura SUGESTÃO PARA CRIAÇÃO DO "PORTAL DOS CONSELHOS DE MURIAÉ”

https://asenp-teste.blogspot.com/

Ainda em outubro de 2013, a AAMUR solicitou providências ao Ministério Público no sentido de dar mais transparência aos Conselhos Municipais.

https://orionossodecadadia.blogspot.com/2013/10/transparencia-dos-conselhos-municipais.html

De acordo com a Lei Municipal nº 3.613/2008, o CMDPD é um conselho DELIBERATIVO. Assim, salvo engano, as suas resoluções devem ser implementadas pela Prefeitura.

Compete ao Conselho acompanhar a elaboração e execução da proposta orçamentária. O Projeto da Lei Orçamentária Anual – LOA 2024 – PL nº 349/2023 –, elaborado pela Prefeitura, se encontra na Câmara para votação e está disponível em:

https://sapl.muriae.mg.leg.br/media/sapl/public/materialegislativa/2023/9202/p.l.-_loa_e_anexos.pdf

Salvo engano, em que pese determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 48), a Prefeitura não discutiu a proposta orçamentária com a população em audiências públicas. A Câmara também não deverá fazê-lo, porque, salvo engano, NUNCA o fez.

A propósito, falando de orçamento e de Conselhos, de acordo com a Lei Municipal n° 5.408/2017, compete ao CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE “APROVAR a proposta orçamentária anual da saúde, tendo em vista as metas e prioridades estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias, observado o princípio do processo de planejamento e orçamento ascendentes, conforme legislação vigente”.

Parabéns por estar na Presidência do CMDPD. Estou certo de que, nas suas palavras, o Conselho terá “uma política pública para as pessoas com deficiência e não uma política de governo (poder) de interesses politiqueiros”. Esse é o caminho para mudar as cidades e, por extensão, mudar o Brasil.

 Abraços.