Alguém disse:
“Ao ressuscitar Jesus
atravessa paredes...”.
Por que o Jesus ressuscitado podia atravessar
paredes?
Porque não se tratava mais do corpo físico (de
carne) de Jesus, mas sim do seu corpo espiritual.
Existem dois corpos, conforme está em 1 COR 15,45: “existe um corpo animal, também existe um corpo espiritual”.
Em 1 COR 15,46, São Paulo reforça: “Primeiro,
não foi feito o corpo espiritual, mas o animal, e depois o espiritual”.
Portanto, o que “ressuscita” é o corpo
espiritual. Aliás, não se trata de ressuscitar; trata-se de o corpo espiritual
desligar-se do corpo terreno.
A propósito, de acordo com a literatura
esotérica, somos vários corpos que se resumem basicamente em: físico, astral,
mental e espiritual.
Com relação a ressuscitar, saliente-se que, em
João 6,63, lê-se: “(...) a carne não
serve para nada”. Se a “carne não serve para nada”, por que eu vou levá-la
comigo (ressuscitá-la) depois da morte?
Cristo é taxativo: (*)
“Foi dito que ‘meu corpo ressuscitou dos mortos’.
“(...) Por que eu teria necessidade de um corpo
terreno para continuar a existência na outra dimensão? Como este mito ridículo
pôde persistir até o século vinte e um? Isto dá a medida da falta de
compreensão dos ‘Cristãos’: o fato de até hoje terem aceitado cegamente tal
dogma.
“Pense nisto com cuidado. Tendo sido liberado
de um corpo terreno e tendo vivido a experiência de êxtase e de glorioso
encantamento que é a passagem a uma dimensão superior da CONSCIÊNCIA UNIVERSAL,
por que eu iria querer voltar à dimensão terrena e entrar em meu corpo outra
vez? Que utilidade isso teria para mim em seu mundo e no meu? (...) meu corpo
não seria um transtorno e impedimento para minhas viagens posteriores nos
Reinos Espirituais superiores?”