Praticamente tudo o que se encontra no texto é consequência de um conceito errôneo de Deus e de interpretações errôneas dos ensinamentos de Cristo quando, na pessoa de Jesus, esteve na Palestina.
Vejamos, por exemplo, o caso de Deus nas escolas. Como
Deus pode não estar nas escolas se nós – principalmente as crianças – somos o templo
de Deus e o Espírito de Deus habita em nós (1 COR 3,16)? Ou seja, se o Espírito
de Deus habita em cada professor e cada aluno?
Deus não está no crucifixo pendurado na parede ou numa Bíblia
exposta na sala de aula. O crucifixo e a Bíblia, por si sós, são talismãs (objetos
a que seu portador atribui o poder mágico de realizar os seus desejos).
Com relação à Bíblia, Jesus foi taxativo: “Vocês vivem
estudando as Escrituras, pensando que vão encontrar nelas a vida eterna. No
entanto, as Escrituras dão testemunho de mim. Mas vocês não querem vir a mim
para terem a vida eterna.” (João 5,39-40).
É difícil para a maioria das pessoas entenderem isso,
mas Cristo (*) esclarece:
“Sem dúvida, a pessoa que é profundamente religiosa,
permanentemente doutrinada com o dogma religioso e a teologia – Judia, Cristã,
Muçulmana, Hinduísta ou qualquer outra crença religiosa, encontrará dificuldade
– inclusive dolorosa – a princípio, para aceitar e fazer bom uso destas Cartas
(e deste texto), pois uma mente condicionada e programada é como concreto. As
crenças entranhadas e usadas como talismãs, apoio emocional e como afirmações
para dar força em momentos de crise – são emocionalmente gravadas no subconsciente.
Normalmente elas incorporam um temor de ‘ofender a Deus’, ao contemplar e
avançar para uma Verdade mais elevada. A menos que haja um anseio sincero de
conhecer a VERDADE do SER para além das crenças tradicionais, estes padrões
mentais tornam-se quase impossíveis de aniquilar na mente e nas emoções e bloqueiam
o verdadeiro progresso espiritual”.
Tudo isso é muito difícil, porque a maioria das pessoas
nunca estudou a Bíblia e tem “medo de ofender a Deus”. Seus conhecimentos de
Deus e Jesus Cristo permaneceram estagnados no catecismo da infância. Aquele
Deus a quem as mães recorriam – e, infelizmente, ainda recorrem – para “educar”
os filhos: “Não faça isso, Deus castiga”! (A propósito, a mãe de Jesus também
pensava que Jeová castigava, e esse era um dos motivos pelos quais ela não entendia
o Deus de Jesus que não castigava, mas sim amava incondicionalmente.)
No tocante às desgraças que atingem o mundo, Cristo (*)
esclarece: “os esquemas mentais
modernos, formados na ‘consciência’, têm criado as calamidades e os
horrores que estão apenas começando a fazer-se sentir totalmente em seu meio,
nas diversas formas de pestes, terremotos, inundações, fomes, guerras,
revoluções e outras tragédias. Esteja certo de que nenhum mal que ocorre em sua
terra é um ‘desastre natural’. Qualquer
coisa adversa ao seu bem-estar nasce primeiro em sua ‘consciência humana’ e
depois toma forma dentro da experiência global”.
Ah, quase me esqueci. Cristo (*) salienta ainda que “é
de vital importância para o seu bem estar atual e vida futura, que desperte
para o fato de que você não é uma vítima
das circunstâncias de sua vida, mas o CRIADOR delas”.