“Proibido mencionar Deus ou fazer qualquer referência religiosa em escolas” – aconteceu em Taubaté (SP).
Tenho 78 anos. Hoje, gostaria que, nas escolas, nada falassem com meus filhos sobre Deus e, principalmente, sobre religiões.
Tudo anda muito confuso e na base de uma fé cega. Regra geral, o
conhecimento das pessoas ficou estagnado na primeira comunhão! Elas não
distinguem o Deus de características humanas do Antigo Testamento – um Deus que
premia e castiga – do Deus a que se refere Jesus Cristo, que é Amor Incondicional.
A humanidade ainda está optando por viver de
acordo com o Deus do Antigo Testamento (“olho por olho”) e não pelo Deus de
Jesus Cristo (“faça ao outro aquilo que você gostaria que o outro lhe fizesse”).
A propósito, enquanto as igrejas ensinam a amar, as escolas ensinam a competir,
ou seja, “olho por olho”!
Até o próprio Papa Francisco se enrolou (vídeo
circulando na internet) quando disse que Deus não existe; o que existe é o Pai,
o Filho e o Espírito Santo –que são pessoas. Ou seja, o próprio Papa está
falando de um Deus de características humanas!
No tocante às religiões, existem diferentes dogmas
e outras crenças que são fortemente gravadas no subconsciente das crianças.
Crenças que, inclusive, incorporam um temor de “ofender a Deus”. Fico triste
quando ouço uma mãe dizendo para a criança: “não faça isso, porque Deus castiga”!
Uma mente condicionada e programada é como
concreto; é muito difícil mudar crenças e comportamentos – todos sabemos disso.
E dogmas e outras crenças errôneas impedem as pessoas de avançar na busca de
uma verdadeira espiritualidade de forma racional e lógica compatível com a estrutura
mental de nossos dias. Assim, por comodidade e medo de ofender a Deus, vamos
ficando com nossos “conhecimentos” do catecismo da infância e acreditando que
Deus, algum dia, vai nos dar casa, carro e uma família perfeita, bastando
somente repetir mecanicamente o Pai Nosso. Mas até mesmo o “seja feita a TUA vontade”
do Pai Nosso é só da “boca pra fora”, porque sempre queremos que seja feita a
NOSSA vontade.
Retornando ao início desta conversa: hoje, no
tocante à espiritualidade, ficaria feliz se meus filhos refletissem sobre os
ensinamentos do livro CARTAS DE CRISTO e se conscientizassem de que eles não
são vítimas das circunstâncias de suas vidas (inclusive serem filhos do
Anacleto!), mas o CRIADOR delas!