18/03/2023

DEUS NAS ESCOLAS

“Proibido mencionar Deus ou fazer qualquer referência religiosa em escolas” – aconteceu em Taubaté (SP).

Tenho 78 anos. Hoje, gostaria que, nas escolas, nada falassem com meus filhos sobre Deus e, principalmente, sobre religiões.

Tudo anda muito confuso e na base de uma fé cega. Regra geral, o conhecimento das pessoas ficou estagnado na primeira comunhão! Elas não distinguem o Deus de características humanas do Antigo Testamento – um Deus que premia e castiga – do Deus a que se refere Jesus Cristo, que é Amor Incondicional.

A humanidade ainda está optando por viver de acordo com o Deus do Antigo Testamento (“olho por olho”) e não pelo Deus de Jesus Cristo (“faça ao outro aquilo que você gostaria que o outro lhe fizesse”). A propósito, enquanto as igrejas ensinam a amar, as escolas ensinam a competir, ou seja, “olho por olho”!

Até o próprio Papa Francisco se enrolou (vídeo circulando na internet) quando disse que Deus não existe; o que existe é o Pai, o Filho e o Espírito Santo –que são pessoas. Ou seja, o próprio Papa está falando de um Deus de características humanas!

No tocante às religiões, existem diferentes dogmas e outras crenças que são fortemente gravadas no subconsciente das crianças. Crenças que, inclusive, incorporam um temor de “ofender a Deus”. Fico triste quando ouço uma mãe dizendo para a criança: “não faça isso, porque Deus castiga”!

Uma mente condicionada e programada é como concreto; é muito difícil mudar crenças e comportamentos – todos sabemos disso. E dogmas e outras crenças errôneas impedem as pessoas de avançar na busca de uma verdadeira espiritualidade de forma racional e lógica compatível com a estrutura mental de nossos dias. Assim, por comodidade e medo de ofender a Deus, vamos ficando com nossos “conhecimentos” do catecismo da infância e acreditando que Deus, algum dia, vai nos dar casa, carro e uma família perfeita, bastando somente repetir mecanicamente o Pai Nosso. Mas até mesmo o “seja feita a TUA vontade” do Pai Nosso é só da “boca pra fora”, porque sempre queremos que seja feita a NOSSA vontade.

Retornando ao início desta conversa: hoje, no tocante à espiritualidade, ficaria feliz se meus filhos refletissem sobre os ensinamentos do livro CARTAS DE CRISTO e se conscientizassem de que eles não são vítimas das circunstâncias de suas vidas (inclusive serem filhos do Anacleto!), mas o CRIADOR delas!

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