É mais fácil conviver com pets, pois eles não têm ego. Por isso, os pets vivem no Reino de Deus. Por não terem autoconsciência – eu sei que sou o Anacleto, mas minha cadela Edith não sabe que ela é a Edith. Os pets ainda não foram expulsos do paraíso! Certamente, é bom conviver com quem vive no paraíso, porque a gente acaba pegando alguma carona naquela felicidade que somente existe no Reino de Deus!
Mas existe um problema. As oportunidades para
crescer espiritualmente ficam reduzidas. Os pets não testam o nosso ego como
testam os “humanos” – principalmente aqueles “humanos” que convivem com a gente
no dia a dia!
Se o diálogo (literalmente) com o pet fica
complicado, usamos nossa autoridade e, como eles não têm ego, minutos depois já
estão nos abanando o rabo. Não ficam remoendo nossos gritos ou, até mesmo,
nossas agressões!
Para crescermos espiritualmente, temos que
transcender nosso ego. Nas palavras de Jesus, temos que renascer, nos tornarmos
como crianças (Mateus 18,3).
Nada de errado em amar os pets; eles são nossos
irmãos, mas devemos lembrar que Jesus não disse para “amar os pets acima de
todas as coisas” nem “amar os pets como a si mesmo”!
Afastar-se das pessoas não é a solução. “Neste
mundo”, dizia meu pai, “a gente sofre de todo jeito”. Com pet ou sem pet! Precisamos
das pessoas para evoluir – psicológica e espiritualmente – porque as pessoas
espelham aquilo de que precisamos para aperfeiçoar e, portanto, reunir
condições para reencarnar num mundo melhor nas próximas vidas.
PETS E FOFOCAS
O que Anthony Robbins escreveu sobre fofocas
merece nossa reflexão:
As fofocas fazem “com que você concentre sua atenção no que as outras pessoas estão fazendo em suas vidas privadas, em vez do que você pode estar fazendo para intensificar sua experiência de vida (...) as pessoas que fazem fofocas “estão meramente tentando se distrair do aborrecimento criado por sua incapacidade de produzir os resultados que desejam em suas próprias vidas”.