Por que existe tanta desgraça no mundo?
Por que países estão em guerra, enquanto outros
jogam futebol – e todo mundo assiste e comemora?
Por que não existe ninguém – que pensa! – verdadeiramente
feliz neste mundo?
Todas as desgraças decorrem das interpretações errôneas dos ensinamentos de Cristo quando, conhecido como “Jesus”, esteve na Palestina há dois mil anos.
Por exemplo, em vez de, em primeiro lugar, “buscar
o Reino de Deus e a sua justiça”, estamos preocupados com o que vamos comer,
beber e vestir. Não com o essencial, mas com todo o supérfluo exigido por
nossos egos: roupas novas, carros de luxo, celulares, etc.
Jesus insistiu: “Entrem pela porta estreita,
porque é larga a porta e espaçoso o caminho que levam para a perdição...”. E o
caminho que leva para a perdição, a cada minuto, se torna mais espaçoso e,
consequentemente, a porta que nos leva ao Reino de Deus se torna mais estreita!
Mas Cristo é teimoso, é radical, aliás, melhor
dizendo, Ele não pode nos abandonar, pois, conforme disse São Paulo, Ele está em
nós. Cristo não somente falava, Ele fazia, e, com seus “milagres”, mostrava ao
vivo e a cores, garantindo: “quem acredita em mim, fará as obras que eu faço, e
fará maiores do que estas”.
Com relação a “fazer as obras que Cristo fez e
faz”, é importante salientar que, dois mil anos se passaram, e, salvo engano, ninguém
ainda fez as obras que Cristo fez na Palestina. Onde estamos errando? Será que
as religiões estão nos fornecendo o “manual” correto para fazer o que Cristo
fez e faz – principalmente para ingressarmos no Reino de Deus?
Existem outras explicações. Segundo Osho, por
exemplo, Jesus sabia que a reencarnação é uma realidade; Jesus esteve na Índia
e viu que a estratégia da reencarnação não estava levando as pessoas a procurar
o Reino de Deus; os indianos se tornaram letárgicos, se acomodaram; e deixavam
tudo para uma nova reencarnação. Assim, Jesus optou por falar rapidamente da
reencarnação. São Paulo, entretanto, talvez por não ter entendido os
verdadeiros ensinamentos de Cristo e, talvez, por ter feito “ajustes” dos
ensinamentos de Cristo ao Antigo Testamento, foi mais taxativo: “E dado que os
homens morrem uma só vez e depois disso vem o julgamento”.
Osho, continua: “A intenção de Jesus era de que as pessoas, considerando que há uma só
vida, se lembrassem de Deus. Mas o que elas estão fazendo? Vendo que há somente
uma vida, querem beber, comer e se divertir”.
A triste realidade é que as pessoas estão
hipnotizadas, vivendo no piloto automático, “dormindo” como escreveu São Paulo
ou “mortas” como disse Cristo. Elas não conseguem se conscientizar nem mesmo da
grave advertência feita por Jesus – uma advertência que, por si só, além de contribuir
para nosso ingresso no Reino de Deus, contribuiria para melhorar este nosso
mundo tumultuado por tsunamis de fake news:
“Eu digo a vocês: no dia do julgamento, todos
devem prestar contas de cada palavra inútil (e fofoca naturalmente!) que
tiverem falado. Porque você será justificado por suas próprias palavras, e será
condenado por suas próprias palavras”.