Quase todos juravam que as dolorosas experiências da COVID mudariam as pessoas. Mas quem mudou?
Eu diria que, regra geral, ninguém mudou! Em razão da morte do pai, da mãe, do filho, do marido ou da mulher, pode ter mudado o estilo de vida – mas as pessoas em si não mudaram. O egoísmo, a ganância, as brigas, a corrupção, a vaidade, o orgulho, as mentiras, a correria maluca para “vencer na vida” – nada mudou! Tudo continua exatamente como descreveu São Paulo há dois mil anos: “(...) estão cheios de todo tipo de injustiça, perversidade, avidez e malícia; cheios de inveja, homicídio, rixas, fraudes e malvadezas; são difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, fanfarrões, engenhosos no mal, rebeldes para com os pais, insensatos, desleais, gente sem coração e sem misericórdia” (Romanos 1,28-32).
Por que é tão difícil a gente mudar?
Não sei o que ocorre com as outras pessoas, mas
estou tentando mudar há mais de cinquenta anos e, até o momento (estou com 77
anos), para ser sincero, creio que avancei muito pouco!
Sempre dizia a um amigo que as pessoas não
iriam mudar em que pesem as desgraças da COVID. Ele me perguntava: “Por quê?”. Eu
respondia: porque as pessoas estão “mortas” (como disse Jesus em Mateus 8,22);
estão “dormindo” (como escreveu São Paulo em Efésios 5,14); ou estão vivendo de
forma inconsciente, no piloto automático, como zumbis.
As pessoas não estão vivendo; elas estão
rodando aplicativos que foram – e estão sendo – instalados em suas mentes. Ao acordar,
rodam o aplicativo da oração. Escovam os dentes exatamente como um robô faria.
E, assim, de aplicativo a aplicativo, vão “vivendo” inconscientemente o seu
dia!
PESSOAS “MORTAS”, “DORMINDO” OU “INCONSCIENTES”
NÃO CONSEGUEM MUDAR!