“(...)
Daqui uns anos, será melhor para os pais e saúde mental de seus filhos, não levá-los
à escola...”.
“(...) Se nós não revertemos isso, de nada adianta eleger Bolsonaro, construir estradas, hospitais, refinarias, usinas, de nada, porque o que eles estão fazendo com a mente e os corações de nossos filhos...”.
Meus comentários não têm nada a ver com esquerda ou direita.
“(...) será melhor não levá-los à escola...”.
“(...) de nada adianta eleger Bolsonaro...”.
Há mais quinze anos, tenho afirmado que – sem
ampla e efetiva participação da população conforme determina o ESTATUTO DA
CIDADE (Lei Federal nº 10.257/2001) – não haverá solução para os problemas das
cidades - e, por extensão, para os problemas do país, incluindo a educação –
mesmo que elejamos Steve Jobs, Marx, Platão, Buda ou Cristo para presidente,
governador ou prefeito!
Sempre me causa espanto, quando ouço pais comentarem negativamente sobre a juventude de hoje. Faço um esforço tremendo para me calar e não dizer: “Mas quem educou a juventude hoje”? Atuei, por vários anos, como assessor, na El Shaday, uma comunidade terapêutica voltada para a recuperação de dependentes químicos. Naquela ocasião, numa palestra que estava realizando no CEM, uma aluna me interrompeu dizendo: “O Senhor deveria falar isso para os nossos pais”. Dentre outras coisas, lhe respondi: “Estou falando para vocês para que, quando vocês forem pais e mães, não comentam os mesmos erros que minha geração cometeu e está cometendo, não somente sobre educação, mas também, principalmente, no tocante à religiosidade”. É muito provável que aquela garota hoje já seja mãe!