10/05/2022

DIA DAS MÃES

Um amigo publicou um texto no Facebook homenageando sua mãe.

Estive pensando: o ser humano é complicado!

Quando fui operado, tomei banho de toalha. Naquele dia, daria tudo por uma ducha num chuveirão. Agora, debaixo do chuveiro, às vezes me recordo daquele dia e me pergunto: porque não estou curtindo este delicioso banho, em vez de me esfregar de forma automática, com a mente viajando não sei por onde, praticamente nem sentindo a deliciosa água morna escorrendo pelo meu corpo?

Por que estou recordando isso?

Porque frequentemente me pergunto: estou curtindo as pessoas que amo como deveria? Será que, se elas partirem antes de mim ou, o que é mais provável, eu partir antes delas, posso afirmar que vivi nossos relacionamentos com deveria viver? Ou perdi tempo com picuinhas: mandando meus filhos apagarem a luz ou me chateando porque Dona Lena deixa a TV ligada no quarto e vai navegar no PC da sala?

Pelo menos, tenho me esforçado muito para seguir o conselho de Shakespeare: “(...) sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos”.

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