Um amigo publicou um texto no Facebook homenageando sua mãe.
Estive pensando: o ser humano é complicado!
Quando fui operado, tomei banho de toalha. Naquele dia, daria tudo por uma ducha num chuveirão. Agora, debaixo do chuveiro, às vezes me recordo daquele dia e me pergunto: porque não estou curtindo este delicioso banho, em vez de me esfregar de forma automática, com a mente viajando não sei por onde, praticamente nem sentindo a deliciosa água morna escorrendo pelo meu corpo?
Por que estou recordando isso?
Porque frequentemente me pergunto: estou
curtindo as pessoas que amo como deveria? Será que, se elas partirem antes de
mim ou, o que é mais provável, eu partir antes delas, posso afirmar que vivi
nossos relacionamentos com deveria viver? Ou perdi tempo com picuinhas:
mandando meus filhos apagarem a luz ou me chateando porque Dona Lena deixa a TV
ligada no quarto e vai navegar no PC da sala?
Pelo menos, tenho me esforçado muito para
seguir o conselho de Shakespeare: “(...) sempre devemos deixar as pessoas que
amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos”.