Porque
o Brasil é uma coleção de 5.570 municípios, e, regra geral, os municípios não são
administrados de forma democrática; os municípios são administrados por
ditadores eleitos pelo povo.
Explico: como existe oposição somente até a divulgação do
resultado da eleição, não existe democracia posteriormente, e, portanto, os candidatos eleitos se tornam automaticamente ditadores. E a população segue os candidatos-ditadores, eleitos ou não, como as ovelhas seguem os pastores.
Por cooptação ou omissão, os eleitores do candidato-ditador eleito o seguem e o defendem, mesmo que ele não esteja correspondendo às expectativas – trata-se de um caso típico de dissonância cognitiva (*).
Em termos de gestão municipal, os candidatos-ditadores que perdem a eleição se anulam até o próximo pleito. Os
eleitores do (s) candidato(s)-ditador (es) não eleito (s) simplesmente alegam
que tudo seria diferente se o seu candidato-ditador tivesse sido eleito (“inocentes,
não sabem de nada"!).
Parece
que existe um acordo entre os candidatos-ditadores e entre estes e a população!
Vamos
ilustrar graficamente com o exemplo de três candidatos-ditadores (imagem).
Numa eleição,
elege-se o candidato-ditador verde, e na outra, o azul.
Conforme se observa na imagem, o denominador comum é que os eleitores sempre se adaptam em termos de cooptação ou omissão.
E os candidatos eleitos sempre se adaptam ao modelo de gestão municipal autoritário e ultrapassado que vem sendo praticado desde os tempos de Tomé de Souza, em que pese a Lei nº 10.257/01, denominada Estatuto da Cidade.
Conforme se observa na imagem, o denominador comum é que os eleitores sempre se adaptam em termos de cooptação ou omissão.
E os candidatos eleitos sempre se adaptam ao modelo de gestão municipal autoritário e ultrapassado que vem sendo praticado desde os tempos de Tomé de Souza, em que pese a Lei nº 10.257/01, denominada Estatuto da Cidade.
-------------------------
(*)
“Dissonância cognitiva é um termo da psicologia social, que se refere ao
conflito entre duas ideias, crenças ou opiniões incompatíveis. Como esse
conflito geralmente é desconfortável os indivíduos procuram acrescentar
"elementos de consonância", mudar uma das crenças, ou as duas, para
torna-las mais compatíveis.
“A
dissonância pode resultar na tendência de confirmação, a negação de evidências
e outros mecanismos de defesa do ego. Quanto mais enraizada nos comportamentos
do indivíduo uma crença estiver geralmente mais forte será a reação de negar
crenças opostas. (“Poaias” e “goteiras”)
“Em
defesa ao ego, o humano é capaz de contrariar mesmo o nível básico da lógica,
podendo negar evidências, criar falsas memórias, distorcer percepções, ignorar
afirmações científicas e até mesmo desencadear uma perda de contato com a
realidade (surto psicótico).
FONTE:
Wikipédia
IMPORTANTE
A dissonância cognitiva se aplica também a casamento, compra de carro ou escolha da profissão!
IMPORTANTE
A dissonância cognitiva se aplica também a casamento, compra de carro ou escolha da profissão!