Problemas
estão pipocando por todos os lados. Tornou-se um caos. Caminhamos para um
megassuicídio. Alguns espiritualistas entendem que a Administração Sideral está
agindo para separar o joio do trigo e restabelecer a ordem na Terra. Eu
acredito mais na minha transformação interior, ou seja, que “o Reino de Deus
está dentro de cada um”.
Não adianta criar e aperfeiçoar as leis. O Estatuto da
Cidade e a Lei de Responsabilidade Fiscal são excelentes, no entanto, jogamos
ambas – e todas as demais – no lixo! E mandamos a ética para o inferno, em
troca de qualquer nota de cem reais!
Qual
a solução?
Existe
somente um caminho. As pessoas têm que entender a importância do
associativismo. É imprescindível associações legítimas e representativas para
que possamos agir, principalmente contra os desmandos do governo (federal,
estadual e municipal) que, generalizadamente, anda tripudiando em nossas cabeças! Preciso
concluir a leitura do Leviatã de Hobbes!
O
problema é que, como disse Alexis de Tocqueville, a democracia torna as pessoas
individualistas. Alguns ganham dinheiro e montam sua sociedade particular,
formada por parentes e “amigos” próximos. E nos esquecemos da grande sociedade
onde vivem nossos “irmãos”, para os quais, hipocritamente, rezamos em cultos
dominicais.
Para acalmar nossas consciências, fazemos caridades de dez meréis,
mas não questionamos um orçamento municipal que destina R$ 500 mil para um time
de futebol que não existe e R$ 20 mil para um asilo!
Por
que não nos associamos? Mas quem participa, efetivamente, da Associação de
Moradores de seu bairro? Ou de Órgãos de Classe, Associações Comerciais,
Sindicatos, etc.?
Existe
um texto de Aldous Huxley, escrito em 1937, disponível no meu blog, que é
esclarecedor: http://blogdojoseanacleto.blogspot.com.br/2014/12/natureza-do-estado-moderno.html.
Aqui
vou me limitar a mencionar dois casos concretos, ao vivo e em cores.
Primeiro,
estamos tentando formar um grupo para estudar as Cartas de Cristo. Atenção: não
é para fiscalizar as contas da prefeitura! Convidei pessoalmente um amigo; depois de alguns
comentários, ele me perguntou: “Quem vai à reunião”. Eu respondi, por enquanto,
eu, fulano e sicrano. Imediatamente, ele disse: “Se fulano for, eu não vou”! Eu
questionei: “Posso saber o porquê”? Ele falou: “Fulano é muito chato”. Pensei
com os meus botões “se fulano é chato, eu sou radical, vai ser difícil...”, mas
argumentei: “Meu caro, um dos objetivos de estudarmos as Cartas de Cristo é
nosso desenvolvimento pessoal, e nós somente aprendemos a viver nos
relacionando com as pessoas, principalmente com aquelas pessoas que
consideramos difíceis; é mais uma oportunidade de você crescer”!
Como
já estiquei este texto – e como sei que ninguém vai ler ele até o final – vou
continuar meu desabafo.
Deveria
ter dito ao meu amigo: “Talvez seja para nos obrigar a crescer que toda família
tem problemas – Deus (eu creio que tudo é combinado como acreditam os espíritas)
coloca junto pessoas que têm que se ‘engolir’ mutuamente, com o paradoxo de, ao
mesmo tempo, se ‘amar’”!
Aliás,
por falar em “engolir” pessoas em reuniões, certa vez uma colega do BB disse:
“reunião é muito chato” (no BB havia reuniões mensais). Eu lhe respondi: “pense
pelo lado bom, aqui nesta reunião você vai verificar, por exemplo, que eu sou
mais chato do que o seu marido, e que outro colega é mais pirracento do que o
seu filho”!
Já
divaguei muito. Vamos ao segundo caso concreto. Estão comentando que a
violência recrudesceu (sempre quis usar esse termo!) em Muriaé depois da vinda
da penitenciária. Não sei se isso é verdade, pois, Viçosa está nos calcanhares
de Muriaé: neste ano, já mataram 8 lá, contra 9 em Muriaé! A Assembleia de Minas
vai realizar uma Audiência Pública para tratar da violência; A DE MURIAÉ FOI REALIZADA EM 2011!
Bem,
a penitenciária veio para Muriaé, porque nós deixamos. O Estatuto da Cidade é
claro: as cidades devem ser administradas por meio da participação da população
e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade. Ou seja,
de forma democrática, e não por um ditador!
Como as pessoas não participam de
nada, pois ainda entendem que cidadania é somente votar nas eleições e pagar os
impostos em dia – e não participam, apesar de o Papa Francisco pedir e a
Campanha da Fraternidade 2015 orientar --, os prefeitos – eu disse prefeitos,
pois se trata de todos eles – decidem de acordo com suas ideias e interesses
das lideranças políticas que os colocam no poder. E mandam o Plano Diretor, que
é o instrumento básico da gestão municipal -- e deve ser elaborado, executado e
fiscalizado com ampla participação da população – para as prateleiras da
prefeitura.
Aí,
como dizia meu chefe, dá no que dá: vem penitenciária, UPA não funciona, obras
do Santa Rita não terminam, e a licitação das obras do Rio Muriaé – que está literalmente
morrendo na frente de todos os muriaeenses! -- é vencida pela Galvão Engenharia
que está figurando na operação Lava-Jato. Ou seja, estamos colhendo o que
plantamos, ou melhor, o que não plantamos!
Vou
ficando por aqui, pois eu e a AAMUR já fomos processados por um comentário ANÔNIMO
plantado no blog da AAMUR. TUDO POR CULPA DA FALTA DE ASSOCIATIVISMO, pois,
como não nos associamos, ninguém conhecia ninguém, e, assim, não foi possível
resolver amigavelmente a pendência. Uma pendência que se tornou jurídica,
está me sacrificando o orçamento em R$ 15 mil até o momento -- além de danos morais! Ademais, está custando muito
mais ao país, pois hoje está aguardando decisão do STF, depois de ter sido
julgada em 7 (sete) oportunidades em Muriaé. Um processo que, em seus
desmembramentos, tomou ou está tomando o tempo de juízes, promotores,
delegados, advogados, testemunhas, servidores públicos, etc. Não envolveu
perícia, porque a justiça indeferiu o pedido de produção de provas periciais
feito pelos réus!
Até um “cego” (literalmente, por favor!) vê que o processo teve por objetivo calar o
Anacleto e a AAMUR. Afastei-me da AAMUR em dezembro de 2013. Não me calaram, porque
a Parábola dos Talentos (aquela que diz que seremos cobrados de acordo com
nossos talentos e nossa capacidade!) me persegue. Mas calaram várias pessoas
que começavam a querer se manifestar – e acabaram de soterrar a liberdade de
expressão da imprensa de Muriaé!
(Não
vou me esmerar na revisão do texto para não comprometer sua emoção. Desculpem-me
pelo desabafo, alguma falta de clareza e possíveis agressões ao português!)
