21/09/2014

A ORAÇÃO

“Vos pedis, e nada recebeis, pois pedis mal", disse o Apóstolo Jaime. Já se deram conta de que, por algum tempo, oraram e não obtiveram resposta às suas orações? "Pedis errado." Esta é a razão.


A oração, baseada na crença de que há uma necessidade ou um desejo insatisfeitos, nunca será consoante com a verdadeira oração científica. Uma oração para que Deus faça alguma coisa, mande ou forneça algo, ou cure alguém, não tem nenhum poder. Cremos, por vezes, que Deus precise de um canal através do qual venha a satisfazer nossos pedidos, e isso nos leva a procurar as respostas fora de nós mesmos. Podemos pensar que o suprimento possa vir até nós e, por isso, ficarmos aguardando por uma pessoa ou por uma condição através da qual isso aconteça; ou podemos depender de um curador, ou de um mestre, como canal de cura. "Pedis mal."

Qualquer ideia de que aquilo que buscamos esteja em algum lugar que não dentro de nós, dentro de nossa própria consciência, é a barreira que nos separa de nossa harmonia.

A oração verdadeira nunca é dirigida a um Ser fora de nós mesmos, e tampouco espera por algo vindo de fora do nosso ser. "O reino de Deus está dentro de vós", e todo o bem deve ser procurado ali. Se reconhecemos que Deus é a realidade do nosso ser, entendemos que todo o bem é inerente a esse Ser, o seu e o meu ser. Deus é a substância do nosso ser e, por isso, nós somos eternos e harmoniosos. Deus é a Vida, e esta Vida é autossustentada. Ele é nossa Alma, e nós somos puros e imortais. Deus é a consciência do indivíduo, e isto constitui a inteligência do nosso ser.

Para sermos precisos, não há Deus e você, embora Deus sempre se manifeste como você, e esta é a unidade que nos assegura o bem infinito. Deus é a vida, a mente, o corpo e a substância do ser individual; por isso, nada pode ser acrescentado ao indivíduo, e a oração verdadeira é o reconhecimento constante desta verdade.


GOLDSMITH, Joel S. O caminho infinito: buscando a iluminação espiritual. São Paulo: Martin Claret, 2005, p. 43. Disponível em: http://alma-da.org/RHL/7.pdf. Acesso em: 21.09.14.