“Não
falarás palavrões” não consta dos DEZ MANDAMENTOS; mas “não roubarás” consta!
Estávamos nos
referindo ao que consta do Evangelho de MATEUS 12,36-37:
“Eu
digo a vocês: no dia do julgamento, todos devem prestar contas de cada palavra
inútil que tiverem falado. Porque você será justificado por suas próprias
palavras, e será condenado por suas próprias palavras.”
Os
DEZ MANDAMENTOS estão contidos no Antigo Testamento. Não se trata de
mandamentos ESPIRITUAIS; trata-se de regras comportamentais que devem ser
observadas pelos seres humanos. Observar
a letra do Antigo Testamento não leva ninguém para o céu. Por exemplo:
“Se alguém ferir o
seu próximo, deverá ser feito para ele aquilo que ele fez para o outro: fratura
por fratura, olho por olho, dente por dente.” (LEVÍTICO 24,19-20).
Jesus
Cristo resumiu todos os DEZ MANDAMENTOS no seguinte: “amar a Deus e ao próximo
como a si mesmo”. Acabou! Com esse ensinamento, Jesus tornou o Antigo
Testamento letra morta, conforme reconheceu São Paulo (ROMANOS 7,6):
“(...)
fomos libertos da Lei, a fim de servirmos sob o regime novo do Espírito, e não
mais sob o velho regime da letra.”.
Não é difícil entender. Quem ama verdadeiramente o seu próximo, jamais vai querer mata-lo,
roubá-lo, cobiçar sua mulher ou falar mal dele.
Vejamos
outra importante distinção entre o Antigo e o Novo Testamento (ensinamentos de
Jesus Cristo). Enquanto vigorava o Antigo Testamento, somente era pecado se
estivesse nele escrito. Assim, antes de agir, bastaria consultar a letra, o que
estava escrito na Lei.
Jesus
Cristo acabou com a “moleza”, pois transferiu as leis do papel para as nossas
consciências, conforme está em Hebreus 8,10:
“Porei minhas leis na mente deles
e as imprimirei em seus corações”!
Mas
não é somente isso. Cristo é um profundo conhecedor das LEIS DA EXISTÊNCIA –
MATERIAIS E ESPIRITUAIS, portanto acrescentou que, além de pecarmos por ATOS,
pecamos também por PENSAMENTOS e PALAVRAS. (Aliás, Cristo é também um profundo
conhecedor da Física Quântica!).
Assim,
nós já pecamos, quando, por exemplo, em pensamento, desejamos a mulher do
próximo. Nas CARTAS DE CRISTO (1), Cristo esclarece que a coisa é ainda muito
mais complexa, pois, quando, em pensamento, você deseja a mulher do próximo, a
mulher do próximo, de forma inconsciente, capta esse seu desejo e pode mudar o
comportamento dela com relação a você.
Depois
dessa longa introdução, o que eu gostaria de deixar claro é que o Antigo
Testamento caducou depois dos ensinamentos de Jesus Cristo, conforme salientou
São Paulo na Introdução da Carta aos Hebreus (2):
“Jesus é, portanto, o único mediador entre
Deus e os homens. Doravante, é ele o único santuário e sacerdote, e o
sacrifício por ele realizado é, daqui por diante, o único agradável a Deus
(9,11-14). As consequências são radicais:
“- Exceto Jesus, nada mais é absoluto: nenhuma instituição ou
estrutura, tanto civil como religiosa, tem caráter absoluto e intocável. Sendo
único mediador, Jesus abre completamente a comunicação entre Deus e os homens,
e dos homens entre si.
“- O povo está livre para participar inteiramente da realidade de
Jesus e, portanto, ter acesso à intimidade com o próprio Deus.
“- Frente à pessoa e vida de Jesus, todas e quaisquer instituições,
estruturas religiosas ou civis têm caráter relativo e provisório, sendo passíveis
de revisão crítica, reformulação e renovação.
“- O verdadeiro culto
a Deus se realiza através da própria vida...”.
NOTA
Este
texto não foi revisado. Qualquer dúvida, favor comentar ou contatar com
Anacleto: (32) 98861-3361 – E-mail: asenp.anacleto@gmail.com.
Grato!
(1)
CARTAS
DE CRISTO. Não se trata das cartas constantes da Bíblia nem de nova religião.
Consta
da contracapa do livro:
“Nas
Cartas contidas neste livro, Cristo corrige as más interpretações de seus
ensinamentos, explica as leis da existência, a origem do ego e revela os
processos espirituais-científicos que governam a criação da matéria. Cristo
descreve a fonte de nosso ser e mostra como o espírito torna-se matéria.”
“UM
INCOMPARÁVEL TRATADO SOBRE A PERSONALIDADE HUMANA E SUAS POSSIBILIDADES PARA A
COMPREENSÃO DE NOSSO MUNDO E DE NOSSA FUNÇÃO COMO SERES HUMANOS.”
O
livro se encontra disponível para download em:
(2)
Esta Introdução se encontra na Bíblia Sagrada, Edição Pastoral, Paulus –
disponível em: http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_P11D.HTM