Segundo Aldous Huxley, há cerca de trinta séculos
tem havido uma concordância geral quanto aos objetivos do esforço humano:
liberdade, paz, justiça e amor fraterno.
Mas o mesmo não se pode dizer quanto aos caminhos a
serem seguidos para atingir tais objetivos. Alguns pensam em termos de
organização econômica e social; outros, como é o meu caso, abordam o problema
pelo lado oposto e acreditam que as desejadas reformas sociais podem ser
levadas a efeito de modo mais eficiente pela modificação dos indivíduos que
compõem a sociedade.
O mesmo Aldous
Huxley nos diz que a verdadeira transformação do ser humano somente é possível
por meio do misticismo (espiritualidade).
Estamos “entre o
espeto e a brasa”, porque as instituições estão falidas. De outra parte, no que
se refere ao misticismo (espiritualidade), as religiões ainda trabalham com os
ensinamentos do catecismo de Miradouro na década de 50, ou seja, com céu e
inferno, e que Deus castiga e premia de acordo com o mérito ou dízimo de cada
um!
HUXLEY, Aldous. O
despertar do mundo novo. São Paulo: Hemus, 1937, p. 7-8.