“Numa experiência inédita, Joshua Bell, um dos mais famosos violinistas do Mundo, tocou incógnito durante 45 minutos, numa estação de metrô de Washington, de manhã, na hora do rush, despertando pouca ou nenhuma atenção.
[...] Ninguém reparou também que o violinista tocava com um Stradivarius de 1713 - que vale 3,5 milhões de dólares. Três dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam 100 dólares. Ali na estação de metrô foi ostensivamente ignorado pela maioria, à exceção das crianças, que, inevitavelmente, paravam para escutar Bell. Segundo o jornal, isto é um sinal de que todos nascemos com poesia e esta é depois, lentamente, sufocada dentro de todos nós.
Diretor da National Gallery, não se surpreende: ‘A arte tem de estar em contexto’. E dá um exemplo: ‘Se tirarmos uma pintura famosa de um museu e a colocarmos num restaurante, ninguém a notará’”.
(Circulando na Internet)
Perdoe-me o Diretor da National Gallery, mas tenho outras observações para o acontecimento. Vivemos no piloto automático. Soterrados pelo lixo da vida material, não nos sensibilizamos com as coisas que nos aproximam de Deus. Por que as crianças paravam inevitavelmente para escutar? Será que por que é delas o Reino de Deus conforme disse Cristo? Será que se nos tornássemos COMO crianças também pararíamos para ouvir Joshua tocar? Certamente não se trata apenas de falta de tempo e correria do mundo moderno. Senhor Diretor, será que a rosa precisa estar num jardim para ser admirada? Ou uma criança tem que estar num berçário? Será que a beleza (o Reino de Deus) está na arte ou está dentro de cada um? Se um Joshua não é notado, o que dizer das pessoas com quem nos relacionamos diariamente, especialmente aquelas pessoas que dizemos amar? Como notar o novo penteado da esposa ou aquele angelical sorriso do filho, se não notamos Joshua tocando "Ave Maria", de Schubert? Se a “Ave Maria”, de Schubert ao vivo e em cores não me sensibiliza, por que deveriam me sensibilizar raptos, assassinatos e estupros à distância? Viramos robôs? Estamos hipnotizados? Estamos mortos? Não foi à-toa que Cristo disse: “[...] deixe que os mortos sepultem seus próprios mortos” (Mt 8,22) e São Paulo confirmou: “Desperte, você que está dormindo. Levante-se dentre os mortos, e Cristo o iluminará” (Ef 5,14). Sem dúvida, estamos dormindo. Felizmente, as crianças ainda se encontram vivas... até que as transformemos em robôs e matemos o Cristo que existe dentro delas!
Perdoe-me o Diretor da National Gallery, mas tenho outras observações para o acontecimento. Vivemos no piloto automático. Soterrados pelo lixo da vida material, não nos sensibilizamos com as coisas que nos aproximam de Deus. Por que as crianças paravam inevitavelmente para escutar? Será que por que é delas o Reino de Deus conforme disse Cristo? Será que se nos tornássemos COMO crianças também pararíamos para ouvir Joshua tocar? Certamente não se trata apenas de falta de tempo e correria do mundo moderno. Senhor Diretor, será que a rosa precisa estar num jardim para ser admirada? Ou uma criança tem que estar num berçário? Será que a beleza (o Reino de Deus) está na arte ou está dentro de cada um? Se um Joshua não é notado, o que dizer das pessoas com quem nos relacionamos diariamente, especialmente aquelas pessoas que dizemos amar? Como notar o novo penteado da esposa ou aquele angelical sorriso do filho, se não notamos Joshua tocando "Ave Maria", de Schubert? Se a “Ave Maria”, de Schubert ao vivo e em cores não me sensibiliza, por que deveriam me sensibilizar raptos, assassinatos e estupros à distância? Viramos robôs? Estamos hipnotizados? Estamos mortos? Não foi à-toa que Cristo disse: “[...] deixe que os mortos sepultem seus próprios mortos” (Mt 8,22) e São Paulo confirmou: “Desperte, você que está dormindo. Levante-se dentre os mortos, e Cristo o iluminará” (Ef 5,14). Sem dúvida, estamos dormindo. Felizmente, as crianças ainda se encontram vivas... até que as transformemos em robôs e matemos o Cristo que existe dentro delas!